Quando exercia o mandato de senador, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, votou pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Agora, como ordenador de despesas, Marcelo Crivella (PRB) será investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores do Rio, que poderá provocar o seu impeachment.
A bancada do PT no legislativo municipal votou em peso nesta terça-feira (2) pela abertura da CPI.
Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do líder religioso Edir Macedo.
As emissoras ligadas a Igreja, leia-se grupo Record, atuam como braço editorial do governo Bolsonaro, mas o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio, também votou pela abertura da CPI. Pelo visto, Crivela está só.
Em sua página no Twitter, ao refutar ao jornalista Bernardo Mello Franco, de O Globo, Carlos Bolsonaro diz que votou apenas pela aceitação da denúncia e não o impeachment, cuja votação ainda irá acontecer seguindo o rito legislativo.
A tática do desgaste alegando que voltamos atrás em relação a algo que nunca existiu continua, agora comigo: 1- jamais opinei neste assunto 2- não trata-se de votação direta de impeachment. 3- votamos aceitação de denúncia que seguirá rito regimental para ai sim existir votação. pic.twitter.com/6walYr7pJM
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) April 2, 2019
ENTENDA A CPI
A CPI contra o prefeito do Rio foi instaurada com base pedido de impeachment apresentado pelo fiscal da secretaria municipal de Fazenda Fernando Lyra Reys.
O servidor acusa Crivella de crime de responsabilidade pela suposta renovação irregular de um contrato de aluguel de material mobiliário.
Caso o prefeito, seja afastado, o presidente da Câmara dos Deputados, Jorge Felippe (MDB), irá assumir o cargo provisoriamente e uma nova eleição será realizada em 90 dias.
O presidente da Câmara é o primeiro na linha sucessória, porque o vice–prefeito do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell morreu em maio do ano passado.








