A antecipação da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso reacendeu a disputa política pela próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com a vaga aberta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a ser o centro das atenções, já que sua escolha poderá influenciar o equilíbrio político e simbólico da Corte nos próximos anos.
Entre os nomes mais cotados para a sucessão estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. No entanto, vozes da sociedade civil pedem que o governo avance em direção à representatividade.
A jurista Amanda Vitorino, em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, afirmou que a escolha do novo ministro ou ministra precisa refletir a diversidade do povo brasileiro. “Enquanto mulher negra periférica, entendo que o próximo nome a ser indicado deve ser o de uma mulher negra no STF. Isso é muito importante”, destacou.
Para ela, a aposentadoria de Barroso cria uma oportunidade histórica para corrigir desigualdades. “É o momento histórico perfeito para que consigamos indicar uma mulher negra no STF. Lula tem a possibilidade de deixar um legado, um marco na história, e espero que ele não deixe passar essa oportunidade”, complementou.
Com a saída de Barroso, que presidiu o STF em 2024 e antecipou sua aposentadoria para outubro de 2025, Lula fará sua terceira indicação para a Suprema Corte em menos de três anos de governo. A decisão deverá passar por sabatina e votação no Senado Federal.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








