O prefeito de Macaé (RJ), Aluízio Júnior, não poderá disputar eleição em 2020, porque exerce o segundo mandato. Está à frente de uma das administrações mais bem avaliadas do Norte Fluminense.
Ainda que esteja fora do palanque, terá um peso determinante na escolha do sucessor.
Recentemente deu uma cartada, ao filiar-se ao PSDB, partido que historicamente esteve comandado pela família do ex-prefeito Silvio Lopes. A chegada do novo filiado, fruto de um convite da direção regional, promete trazer na bagagem uma forte nominata de candidatos ao legislativo. Uma turbinada na legenda que dificilmente elegeria vereador.
Também dará ao tucanato local uma candidatura majoritária que poderá disputar a eleição com chances reais de vitória. A chapa badalada até o momento é uma possível dobradinha entre o secretário de Educação, Guto Garcia (que ainda permanece filiado ao MDB), e o secretário de Cultura, Thales Cardoso, filho do presidente da Câmara, Eduardo Cardoso (Cidadania).
MOVIMENTO MODERADO
A chegada de Aluízio ao PSDB vai além de 2020. Nesta legenda ele se afasta do extremismo tanto de direita quanto de esquerda. Se posiciona em uma legenda de centro, com o estandarte da social democracia. É uma leitura sensata do cenário político. Depois da demonização do PT e os sinais de fracasso do extremismo bolsonarista, o eleitorado, em 2022 deve buscar moderação.
A eleição para o legislativo local é estratégica para o prefeito. Neste ambiente não será prudente criar áreas de atritos. É por ali que passará o avaliação das contas do último ano de governo. Portanto, a eleição de uma tropa leal está na ordem do dia.
Um dos soldados nesta marcha, possivelmente, será o secretário de Relações institucionais do Município, Léo Gomes, já colocado como pré-candidato. Ele esteve junto com Dr. Aluízio em três momentos determinantes: na eleição para Câmara Federal em 2006, na primeira eleição como prefeito em 2008 e na reeleição em 2012.
A probabilidade é de que no legislativo ele atue como elo de ligação entre Aluízio (que estará ex-prefeito a partir de 2021) e os vereadores, tarefa que exerce atualmente na estrutura administrativa.
Para o futuro Aluízio Júnior não abre o jogo, mas, se tudo correr bem, em 2022 o céu será o limite. O plano mais próximo é uma candidatura à Câmara Federal por qualquer legenda. Todas querem.
Em outro cenário, no PSDB é o nome com melhor verniz para disputar o governo do Estado ou compor uma chapa. Tem a marca de um gestor que atravessou uma crise financeira sem precedentes, esquivou-se às tentações do desequilíbrio fiscal e entregará uma Prefeitura financeiramente saudável ao sucessor, com saúde, mobilidade urbana, educação,salários em dia e uma rede de proteção social funcionando a pleno vapor.
Para voos ousados, Macaé tem história. Washington Luiz foi uma nativo desta terra que migrou para São Paulo e tornou-se presidente da República. O prefeito de Macaé ainda não chega a tanto, mas no plano regional, poucos passarão o bastão em ambiente de tranquilidade como ele.
Para o Palácio do Planalto, o tucano de maior plumagem para a próxima sucessão é o governador de São Paulo, João Doria. É com ele que Aluízio Júnior começará a confabular.








