*Com Meio e Valor
O presidente Jair Bolsonaro não só abriu as portas do Brasil para o governo de Donald Trump, como bateu continência para a bandeira dos EUA.
O pacote de boa vontade também incluiu o fim da exigência de vistos para turistas norte-americanos. Mas a reciprocidade dos EUA ficou nas intenções e agora parece cada vez mais distante.
O governo Trump não manifestou apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), frustrando o parceiro brasileiro.
ENTENDA O CASO
Em março, durante visita aos EUA, Bolsonaro concordou em abrir mão do Tratamento Especial e Diferenciado (TED) em acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio americano à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O TED, do qual o Brasil era grande beneficiário, garante a países menos desenvolvidos algumas salvaguardas na hora de negociar com nações mais ricas e com maior poder de pressão. Nesta terça-feira (07), porém, os representantes da Casa Branca disseram “não ter instruções” para tratar da entrada de novos membros.
Nas redes sociais, as reações foram críticos, sobretudo, em relação à política externa adotada pelo governo.
“Trump até agora não cumpriu barganha com Brasil, que fez concessões comerciais e recebeu em troca poucas promessas concretas ou simplesmente nada. Realmente, Bolsonaro parece ser contra qualquer tipo de toma lá dá cá”, ironizou Oliver Stuenkel, professor de Relações internacionais da FGV.
Trump ainda apoia a participação do Brasil, dizem os negociadores, mas dentro de uma “modernização da instituição”, sem dar detalhes nem prazos. Garantida, mesmo, só a Argentina, que conseguiu apoio explícito por escrito em dezembro.








