O juiz Fernando de Oliveira Rodrigues trocou a política, em Niterói (RJ), sua cidade natal, pela magistratura em Minas Gerais.
Ele foi vereador. Na época, durante a gestão de Jorge Roberto Silveira, chegou a ter o nome cogitado para disputar a sucessão. Optou por outros caminhos, enquanto uma geração de políticos locais conduziu a cidade por descaminhos.
Antes de passar no concurso para juiz, ele foi promotor no Paraná. Traz uma experiência fora dos padrões da política fluminense, porque atuou três diferentes lados no roteiro do poder: o que legisla, o que denuncia e o que julga.
Agora, perto de aposentar e retornar definitivamente à cidade natal, resiste ao clamor de voltar a política e disputar a Prefeitura.
TRADIÇÃO FAMILIAR
Rodrigues é de uma família tradicional na cidade. Seu pai, Raul de Oliveira Rodrigues, foi deputado estadual.
Niterói vive um ambiente conturbado. Está no radar da Lava Jato, principalmente, depois que o prefeito Rodrigo Neves (PDT) chegou a ser afastado do cargo. Ainda que se evite precipitar condenações de figuras públicas sem que os processos tenham transitados em julgado, corrupção será um dos temas centrais da eleição de 2020. Com perfil de centro de direita, o juiz cai como uma luva neste debate.








