O pedido de liberdade apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entrou em uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de decidir se autoriza a soltura, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise o caso e apresente seu posicionamento.
A solicitação foi feita nesta quinta-feira (5). Ainda não há uma data definida para que a PGR encaminhe o parecer nem para que Fachin tome uma decisão. A análise do pedido pelo ministro ocorrerá depois da manifestação do órgão.
Vorcaro está preso desde março de 2026 e permanece custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Ele foi detido durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master.
Polícia Federal indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas
Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o ex-banqueiro e outras 14 pessoas por suspeita de participação em fraudes financeiras que teriam provocado prejuízos ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo os investigadores, Vorcaro teria atuado diretamente nas operações envolvendo carteiras de crédito consideradas irregulares do Banco Master. O relatório policial aponta que sua participação teria sido pessoal, frequente e relacionada à direção dessas transações.
As operações estão entre os principais pontos da investigação, que apura possíveis irregularidades em negócios realizados entre as duas instituições financeiras.
Defesa questiona indiciamento e contesta prejuízos
Os advogados de Vorcaro reagiram ao indiciamento e criticaram a condução das investigações pela Polícia Federal. A defesa afirma que o relatório policial apenas repete argumentos apresentados anteriormente, sem trazer avanços relevantes para esclarecer o caso.
Os representantes do ex-banqueiro também contestam a existência de prejuízo financeiro ao BRB nas operações investigadas.
Um dos pontos questionados envolve as carteiras de crédito da Tirreno, empresa apontada pela investigação como uma possível estrutura de fachada. Segundo os advogados, a negociação não chegou a ser concluída e os ativos envolvidos foram substituídos por outros.
A defesa sustenta ainda que a operação teria gerado resultados positivos para o Banco de Brasília. Outro argumento apresentado é o de que não houve perícia oficial que comprovasse a existência de prejuízo financeiro à instituição.
Decisão depende de parecer da PGR
Com o pedido de manifestação encaminhado à Procuradoria-Geral da República, o processo aguarda agora o posicionamento do órgão. Depois de receber o parecer, Edson Fachin poderá avaliar os argumentos apresentados pela defesa e decidir se concede ou não a liberdade a Daniel Vorcaro.
Até lá, o ex-banqueiro continuará preso enquanto o Supremo analisa o requerimento.
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