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Padilha defende proibição das bets e alerta para riscos à saúde mental

Durante audiência no STF, ministro da Saúde citou aumento na procura por atendimento no SUS, casos de dependência em jogos e milhões de pedidos de autoexclusão das plataformas.

redacao Por redacao
03/11/2026 - 19:03
em Política
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Alexandre Padilha defende a proibição das bets no STF e alerta para o aumento de problemas de saúde mental, dependência em jogos e atendimentos no SUS.

Imagem: Reprodução/ Walterson Rosa/MS

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A expansão das apostas online deixou de ser apenas uma discussão econômica e passou a preocupar também as autoridades de saúde. Esse foi o argumento apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele defendeu a continuidade da proibição das empresas de apostas, conhecidas como bets, e alertou para os efeitos da atividade sobre a saúde mental e a vida financeira dos brasileiros.

Padilha afirmou que a facilidade de acesso às plataformas pode contribuir para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos, além de aumentar o risco de endividamento e conflitos familiares. Entre as consequências mais graves associadas à ludopatia, transtorno relacionado à dificuldade de controlar o impulso de apostar, o ministro mencionou até mesmo casos de suicídio.

Na avaliação do titular da Saúde, impedir o funcionamento dessas empresas seria a alternativa mais eficaz para evitar que o problema se amplie. Ele também questionou os resultados da legalização das apostas em outros países e afirmou que não há exemplos de redução da procura por serviços de saúde relacionados à dependência em jogos após a regulamentação do setor.

Ministro apresenta aumento nos atendimentos do SUS

Durante a audiência, Padilha apresentou dados que apontam crescimento de 200% na procura por atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de problemas relacionados às apostas.

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Outro levantamento citado pelo ministro indica que aproximadamente 28 milhões de brasileiros fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição. Desse total, cerca de 11 milhões teriam apresentado algum comportamento de risco ou sinais de problemas relacionados aos jogos.

Padilha também informou que o governo federal recebeu 1,2 milhão de solicitações de autoexclusão de CPFs. O recurso permite que o próprio usuário peça o bloqueio de seu acesso às plataformas de apostas.

Segundo o ministro, uma parcela expressiva dessas pessoas demonstrou preocupação com a dificuldade de controlar o hábito. Ele destacou que 40% dos solicitantes teriam afirmado não suportar mais a situação.

Ao comentar os números, Padilha ressaltou que os efeitos das apostas compulsivas vão além das perdas financeiras. O problema, segundo ele, pode atingir a saúde mental, as relações familiares e a qualidade de vida dos usuários.

Entidades querem derrubar proibição no STF

A discussão no Supremo foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator de recursos apresentados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As duas entidades contestam a medida provisória editada pelo governo federal em setembro de 2026, que proibiu a exploração e a publicidade de jogos de apostas online no Brasil.

As organizações pedem que o STF suspenda a medida e permita a retomada das atividades das empresas do setor. O caso coloca em debate os limites da atuação do governo sobre o mercado de apostas e os possíveis efeitos da proibição.

Debate envolve saúde pública e regulamentação

A audiência reúne representantes de diferentes setores para discutir as consequências da atividade no país. De um lado, estão os argumentos relacionados à liberdade econômica e à regulamentação do mercado. De outro, autoridades de saúde apontam os riscos de dependência, endividamento e agravamento de problemas psicológicos.

A manifestação de Alexandre Padilha reforça a posição do Ministério da Saúde de que as apostas online também precisam ser analisadas como uma questão de saúde pública. Para o ministro, os números apresentados indicam que os impactos já alcançam uma parcela significativa da população e exigem atenção das autoridades.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AlexandrePadilha#ANJL#ApostasOnline#Autoexclusão#Bets#DependênciaEmJogos#IBJR#JogosDeAzar#LuizFux#MinistériodaSaúde#NoticiasBrasil#RegulamentaçãoDasBets#SaúdeMental#SaúdePública#SupremoTribunalFederalBrasilEndividamentoludopatiaSTFSUS
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