O café está presente no dia a dia de muita gente e, para a maioria dos adultos saudáveis, não precisa ser retirado da alimentação. Mas alguns detalhes, como a quantidade, o horário e a forma de preparo, podem fazer diferença para quem quer aproveitar a bebida sem exagerar na cafeína.
De acordo com a médica clínica e nutricionista Elena Ustynova, da SM-Clínica, o método usado para preparar o café interfere na quantidade de cafeína, óleos naturais e outros compostos que chegam à xícara.
Entre as opções mais comuns, o café preparado no filtro de papel aparece como uma alternativa interessante. O filtro consegue reter parte dos óleos naturais presentes nos grãos, fazendo com que uma quantidade menor dessas substâncias passe para a bebida.
Já métodos como a prensa francesa e o café preparado à moda turca deixam passar mais desses óleos. O espresso, por sua vez, concentra uma quantidade maior de substâncias em um volume pequeno. O café solúvel também pode ser consumido, principalmente quando não vem acompanhado de grandes quantidades de açúcar.
O problema pode estar nos acompanhamentos
Nem sempre é o café que pesa na alimentação. Muitas vezes, são os ingredientes acrescentados à bebida que fazem a maior diferença.
Açúcar, xaropes, cremes, chantilly e coberturas doces podem aumentar bastante a quantidade de calorias. Uma bebida que parecia ser apenas uma xícara de café pode acabar se transformando em uma sobremesa líquida.
Para quem quer manter uma opção mais leve, vale reduzir o açúcar ou, se houver preferência, tomar o café sem adoçar. Também é importante ficar atento às bebidas prontas à base de café, que podem conter grandes quantidades de açúcar e outros ingredientes.
Precisa tomar café logo depois de acordar?
Não. Segundo a especialista, não existe uma regra que obrigue a pessoa a tomar café imediatamente depois de levantar da cama.
O cuidado maior deve estar no fim do dia. Como a cafeína pode permanecer ativa no organismo por várias horas, consumir café muito próximo da hora de dormir pode atrapalhar o sono.
Uma orientação é evitar a bebida cerca de seis a oito horas antes de ir para a cama. Para pessoas mais sensíveis à cafeína, esse intervalo pode precisar ser ainda maior.
E uma xícara de café não deve ser usada como substituta de uma boa noite de sono. A bebida pode aumentar a disposição e o estado de alerta por algum tempo, mas não compensa a falta de descanso.
Café em jejum faz mal?
Não necessariamente. O problema aparece principalmente para quem sente algum tipo de desconforto depois de consumir a bebida com o estômago vazio.
Pessoas que têm azia, queimação ou outros sintomas gastrointestinais após tomar café podem experimentar consumi-lo depois de comer alguma coisa.
Como cada organismo reage de uma maneira, não existe uma regra única para todo mundo. Se o café em jejum provoca sintomas com frequência, reduzir a quantidade ou mudar o horário pode ajudar.
Quanto café é demais?
Para adultos saudáveis, a referência citada pela especialista é de até 400 mg de cafeína por dia. Esse valor inclui a cafeína presente em todas as fontes consumidas ao longo do dia, e não apenas no café.
Durante a gravidez, o limite é mais baixo: cerca de 200 mg de cafeína por dia.
Também é importante lembrar que uma xícara não representa sempre a mesma quantidade de cafeína. O teor pode mudar bastante dependendo do tipo de café, da quantidade utilizada, do método de preparo e do tamanho da porção.
Por isso, mais do que escolher entre filtrado, espresso ou solúvel, é importante observar como a bebida é preparada e quanto dela é consumido.
No fim das contas, para quem gosta de café, alguns cuidados simples podem fazer a diferença: controlar a quantidade, evitar exageros no açúcar, não tomar a bebida muito perto da hora de dormir e prestar atenção aos sinais do próprio organismo.
*Da Agência Fonte Exclusiva








