A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta segunda-feira (22) no Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro André Mendonça seja responsável pela condução da investigação que apura pagamentos relacionados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes após análise de uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
No documento, o parlamentar pede a apuração de supostos pedidos de recursos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, com o objetivo de financiar a produção da obra cinematográfica.
Com base na manifestação da PGR, Alexandre de Moraes decidiu encaminhar o caso ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que ficará responsável por definir qual magistrado assumirá a relatoria do processo.
A investigação teve início após a divulgação de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro e ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito do chamado caso Master. Os diálogos levantaram suspeitas sobre possíveis movimentações financeiras relacionadas à produção do filme.
Segundo o deputado Lindbergh Farias, as conversas podem indicar ligação entre o financiamento da cinebiografia e articulações políticas envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que teria atuado como produtor-executivo do projeto.
Na manifestação enviada ao STF, Lindbergh argumenta que os elementos encontrados sugerem possível conexão entre interesses financeiros e atividades políticas, o que justificaria a abertura de investigação mais aprofundada.
O ministro Alexandre de Moraes já havia solicitado posicionamento da PGR antes de avançar na análise do pedido. A Procuradoria, no entanto, avaliou que o caso deve ser remetido ao ministro André Mendonça, por ele já ser relator de processos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, voltou ao centro das discussões após a divulgação das suspeitas de financiamento.
O senador Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que os valores mencionados têm origem privada.
As informações também apontam a participação de Eduardo Bolsonaro na produção do longa como produtor-executivo, elemento que passou a ser citado no contexto das investigações em andamento no STF.
*Da Agência Fonte Exclusiva








