A Comissão de Esporte do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto que estabelece as normas para a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil.
A proposta, considerada estratégica para a organização do torneio, também prevê uma homenagem inédita às atletas que fizeram parte dos primeiros capítulos da história do futebol feminino brasileiro.
O texto aprovado reúne medidas voltadas à estrutura do evento esportivo, incluindo regras operacionais, organização institucional, condições especiais de trabalho durante o período da competição e diretrizes relacionadas à venda de ingressos e circulação de torcedores.
Além da parte organizacional, a proposta reconhece oficialmente as jogadoras que defenderam o Brasil nas primeiras competições internacionais da modalidade, em uma época marcada pela falta de incentivo e visibilidade ao futebol feminino.
O projeto prevê premiação para as atletas que participaram do torneio experimental realizado pela FIFA em 1988, na China, competição em que a seleção brasileira conquistou o terceiro lugar.
Também serão contempladas as jogadoras que integraram a equipe nacional na primeira edição oficial da Copa do Mundo Feminina, em 1991.
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que a realização do Mundial feminino no Brasil representa uma oportunidade de fortalecimento do esporte e de ampliação da inclusão social por meio do futebol.
Segundo ele, o objetivo do governo é construir um legado que ultrapasse o período da competição, com investimentos em infraestrutura esportiva, valorização das mulheres no esporte e estímulo às novas gerações de atletas.
A proposta também determina que, nos casos em que as jogadoras homenageadas já tenham falecido, os recursos sejam destinados aos herdeiros legais.
A iniciativa é vista como um reconhecimento histórico às mulheres que ajudaram a consolidar a modalidade no país antes da profissionalização e da maior projeção internacional do futebol feminino.
Entre as pioneiras lembradas estão atletas que atuaram nas seleções brasileiras de 1988 e 1991, grupos considerados fundamentais para a evolução da modalidade no cenário esportivo nacional.
O projeto foi desenvolvido pelo Ministério do Esporte em parceria com outros órgãos do governo federal, incluindo os ministérios das Mulheres, da Justiça e Segurança Pública, do Trabalho e Emprego, das Relações Exteriores e da Fazenda, além da Advocacia-Geral da União.
*Da Agência Fonte Exclusiva








