O crescimento dos casos de intoxicação por metanol decorrentes do consumo de bebidas destiladas falsificadas, como gin, vodka e whisky, motivou uma reação rápida das autoridades federais em Brasília, envolvendo os poderes Executivo e Legislativo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (3) a compra de ampolas de antídoto contra metanol e o armazenamento de etanol farmacêutico em hospitais universitários federais. O etanol será utilizado como antídoto, administrado exclusivamente com prescrição médica.
Padilha alertou a população para evitar o consumo de bebidas destiladas, especialmente as incolores, quando a origem for desconhecida, ressaltando que já foram registrados mais de 59 casos suspeitos de intoxicação por metanol.
Além disso, o ministro solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde a doação imediata de 100 tratamentos com fomepizol — antídoto não produzido no Brasil — e manifestou interesse na aquisição de mil unidades para garantir estoque permanente.
No âmbito legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (2), regime de urgência para tramitação do Projeto de Lei (PL) 2307/07, do deputado licenciado Otávio Leite (RJ). O projeto classifica como crime hediondo a adulteração de alimentos ou bebidas com substâncias que coloquem em risco a vida ou causem grave perigo à saúde.
Embora o projeto tenha ganhado repercussão agora por causa do aumento das intoxicações por metanol, ele foi originalmente criado em 2007, após casos de adulteração do leite com soda cáustica e água oxigenada em cooperativas de Minas Gerais.
Além desse, tramitam na Câmara outros dois projetos que tratam da adulteração de bebidas alcoólicas com metanol: o PL 4856/2025, de Fábio Teruel (MDB/SP), e o PL 4901/2025, de Sanderson (PL/RS).
Da Agência Fonte Exclusiva.








