Gisele de Oliveira, de 40 anos, foi presa na última terça-feira (5), na cidade de Coimbra, em Portugal, suspeita de assassinar cinco dos próprios filhos entre 2010 e 2023. Os crimes ocorreram em Timóteo, Minas Gerais, e as vítimas tinham entre 10 meses e 3 anos de idade.
As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais indicam que Gisele utilizava um mesmo método em todos os casos: ela dopava as crianças com medicamentos para induzir sonolência e, em seguida, as asfixiava. A delegada Talita Martins Soares afirmou que, apesar da dificuldade em reunir provas de casos antigos, foi possível comprovar a materialidade dos crimes e obter a prisão preventiva da suspeita.
O primeiro caso remonta a 2008, quando foi registrada uma tentativa de homicídio — à época, foi encontrado veneno na mamadeira de uma das crianças. Em 2010, duas crianças morreram com diferença de apenas 32 dias. Já em 2019, ocorreram mais duas mortes em um intervalo de dois meses e meio. A última criança morreu em 2023, o que levou a uma nova apuração e ao aprofundamento das investigações.
Uma das provas-chave foi a necrópsia de uma criança de 10 meses, feita em 2012, que apontou a presença de fenobarbital — um medicamento depressor — no organismo. A causa da morte foi asfixia por conteúdo gástrico. De acordo com a delegada Valdimara Teixeira de Paula, essa foi uma constante nas mortes: o uso de substâncias para reduzir o nível de consciência antes da asfixia.
A polícia também descobriu que, em 2022, o companheiro de Gisele foi internado com sintomas de intoxicação semelhantes aos das crianças. Ele chegou ao hospital com consciência rebaixada e permaneceu sonolento por cerca de 24 horas. Quando retomou a consciência, ainda apresentava confusão mental, reforçando a suspeita de tentativa de envenenamento.
Segundo os investigadores, Gisele já havia sido ouvida em 2010, mas prestou poucas informações. Em 2023, ao perceber o avanço das investigações, ela deixou o Brasil e se refugiou em Portugal.
A suspeita aguarda agora o processo de extradição. Caso seja condenada, poderá responder por cinco homicídios qualificados e duas tentativas, com agravantes como o uso de veneno.
Da Agência Fonte Exclusiva.








