A 1X Technologies apresentou o Neo, seu primeiro robô humanoide voltado para uso doméstico, projetado para auxiliar em tarefas do dia a dia. Com cerca de 1,70 m de altura e 30 kg, o robô possui estruturas de polímero em treliça 3D que conferem resistência e suavidade ao toque. Seus motores imitam os músculos humanos, permitindo movimentos fluidos, como caminhar, subir escadas e até dançar.
Entre suas funcionalidades, Neo consegue levantar até 70 kg e transportar objetos de até 25 kg, oferecendo suporte prático dentro de casa. Ele realiza tarefas básicas como abrir portas, pegar objetos e dobrar roupas, além de ter potencial de aprendizado para atividades mais complexas com o tempo.
O robô é equipado com câmeras de 8 MP nos olhos, quatro microfones para captar sons e vozes e três alto-falantes integrados. A conectividade é garantida via Wi-Fi, redes móveis e Bluetooth, e o controle pode ser feito por comando de voz ou aplicativo.
Apesar de avançado, Neo possui limitações: não manipula objetos quentes ou cortantes, não cozinha, não realiza tarefas externas e evita contato com água. Para operações mais complexas, pode ser controlado remotamente por funcionários da 1X Tech através de óculos de realidade virtual, sempre com autorização do proprietário e podendo definir áreas restritas na casa. Recursos de privacidade incluem desfoque de imagens, garantindo segurança ao usuário.
Em testes iniciais, Neo mostrou desempenho eficiente em atividades básicas, embora dependa de orientação humana em tarefas mais desafiadoras. Sua bateria oferece autonomia de aproximadamente 4 horas, exigindo recargas frequentes para uso prolongado.
No aspecto financeiro, o robô custa US$ 20 mil (cerca de R$ 107 mil) ou pode ser adquirido via assinatura mensal de US$ 499 (aproximadamente R$ 2.600), com contrato mínimo de seis meses. As entregas estão previstas para 2026 e serão feitas diretamente pelo site da 1X Technologies.
Neo representa um avanço significativo na robótica doméstica, combinando mobilidade, interatividade e aprendizado de tarefas. Ainda em fase inicial, ele exige supervisão humana e possui restrições de segurança, mostrando que a tecnologia pode auxiliar, mas não substituir totalmente a presença humana no lar.
Da Agência Fonte Exclusiva.








