Você já imaginou o impacto da utilização de robôs com Inteligência Artificial como combatentes de guerra? O que pode parecer filme de ficção científica está se tornando realidade.
Os EUA já estão simulando esta experiência e os comandantes militares do Pentágono demonstram-se ansiosos para pôr as mãos em robôs assassinos, segundo destaca a jornalista Helen Buyniski em artigo no site RT.
Uma tropa robótica, além de aumentar as baixas entre as tropas inimigas, também terão utilidade para neutralizar protestos, mas os efeitos colaterais, certamente, serão as baixas entre civis, fator sempre ignorado pela mídia propagandista.
“Quando tropas humanas são substituídas por robôs no campo de batalha, não é porque o Pentágono teve alguma revelação sobre o valor da vida humana. É um esforço para neutralizar os protestos anti-guerra, minimizando as vítimas visíveis”, destaca Buyniski.
O uso de robôs como arma de guerra não é algo inusitado. Os drones, amplamente empregados em conflitos, são verdadeiros robôs assassinos operados à distância. Essas máquinas oferecem informações sensoriais mínimas para o operador, mas é preciso salientar que não fazem distinção entre entre combatentes e civis. Apenas identificam alvos.
Os soldados que controlam os robôs de infantaria de longe terão ainda menos visibilidade e sua distância física campo de operação significa dizer que a doutrina “disparar primeiro e fazer perguntas depois” será substituída pela prática de apertar o gatilho em um jogo de tiro, como se participasse de um jogo de videogame, sem se importar com quem está morrendo do outro lado do front.
“Os EUA não lutam com um inimigo militarmente igual há mais de meio século, mas os robôs capazes de aumentar o poder da força militar do Pentágono em nove vezes mudarão seriamente o equilíbrio de poder a favor de Washington”, diz a jornalista.
VEÍCULOS DE COMBATE
Este ano o exército norte-americano também vai começar a testar veículos de combate robóticos (RCVs, da sigla em inglês). Os RCVs serão controlados remotamente por soldados responsáveis por mensurar se o sistema pode funcionar bem na vida real.
Esses carros, eventualmente, terão kits infravermelhos avançados de terceira geração com um alcance de pelo menos 14 quilômetros.
“Você está expondo suas forças ao fogo inimigo”, disse o major Cory Wallace, líder do projeto de veículo de combate robótico. “Então, temos que encontrar maneiras de penetrar nessa bolha”, completa.








