Um dos maiores bancos da Alemanha, o Deutsche Bank, já cortou mais de 4.000 empregos em função do avanço da Inteligência Artificial nas instituições financeiras.
Até o ano de 2022, serão mais 18.000 cortes de pessoal, dentro de um plano de reestruturação estimado em US$ 8,3 bilhões.
O uso da inteligência artificial “aumentou maciçamente a produtividade” em certos setores da empresa, segundo destaca Mark Matthews, chefe de operações do banco corporativo e de investimentos.
Em entrevista ao Financial News, ele destaca que até agora “680.000 horas de trabalho manual” já foram substituídas pela Inteligência Artificial.
O banco “usou bots para processar 5 milhões de transações em seus negócios no segmento corporativo e para movimentar 3,4 milhões de em seu banco de investimentos”.
Matthews admitiu: “o número de funcionários continuará diminuindo; não há dúvida sobre isso. Nosso modelo é reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar nosso ambiente de controle e a experiência do cliente.”
O Deutsche Bank está atuando para “automatizar grande parte de seu back-office” por meio de uma nova estratégia chamada “Operations 4.0”. A iniciativa deverá gerar uma economia de US$ 6,6 bilhões nos próximos três anos.
No Brasil, as duas maiores instituições bancárias privadas, Bradesco e Itaú, estão cortando um total de 7 mil funcionários como parte de um processo de substituição de mão de obra humana pela Inteligência Artificial.
Cada instituição está dispensando 3.500 funcionários e os cortes estão sendo promovidos por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV).
O Bradesco estima que o custo com as dispensas chegue a R$ 2,1 bilhões, enquanto no Itaú a estimativa de gasto é de R$ 2,4 bilhões.








