A alternância entre períodos de chuva e sol, mudanças de temperatura e variações na umidade do ar pode favorecer o aparecimento ou a piora de sintomas respiratórios. Durante o inverno na Bahia, essas condições podem contribuir para queixas como nariz entupido, espirros, tosse e irritação na garganta.
Como esses sinais também aparecem em infecções respiratórias, nem sempre é fácil identificar se o quadro está relacionado a uma alergia ou a uma doença como a gripe.
Segundo a otorrinolaringologista Flávia Perrucho, alguns sintomas podem ajudar nessa diferenciação. A febre, por exemplo, é mais comum em infecções virais, como a gripe, e geralmente não faz parte dos quadros de rinite alérgica.
Como diferenciar rinite de gripe
A recorrência dos sintomas também pode ser um indicativo. Pessoas que já apresentam histórico de alergias e desenvolvem frequentemente espirros, congestão nasal e outros sinais semelhantes tendem a ter maior probabilidade de apresentar crises de rinite.
A gripe, por outro lado, costuma provocar um quadro mais intenso. Além dos sintomas respiratórios, é comum haver maior sensação de cansaço, prostração e indisposição, podendo comprometer atividades do dia a dia.
A presença e a intensidade dos sintomas, assim como o histórico de cada pessoa, devem ser considerados para identificar a origem do problema.
Uso de corticoides requer avaliação médica
Outro cuidado destacado pela especialista envolve o uso de corticoides, principalmente por via oral. Embora esses medicamentos possam ser indicados em determinadas situações, eles não devem ser utilizados por conta própria para tentar controlar sintomas respiratórios.
A médica explica que os corticoides não tratam necessariamente a causa de todos os problemas respiratórios e podem provocar efeitos adversos. Por isso, a indicação deve considerar o quadro clínico e as necessidades de cada paciente.
O uso sem acompanhamento profissional pode mascarar sintomas e dificultar a avaliação adequada da doença.
Lavagem nasal pode aliviar desconfortos
A lavagem nasal com soro fisiológico é uma das medidas que podem auxiliar na higiene das vias respiratórias e aliviar alguns sintomas, principalmente em situações de congestão e acúmulo de secreções.
A prática, porém, não substitui a avaliação médica. Quando os sintomas são persistentes, muito intensos ou aparecem com frequência, o ideal é procurar um profissional de saúde para identificar a causa e definir o tratamento adequado.
Em casos de febre persistente, dificuldade para respirar, piora importante do estado geral ou outros sintomas mais intensos, a avaliação médica deve ser buscada com prioridade.
*Da Agência Fonte Exclusiva








