O Brasil levou à Organização Mundial da Saúde (OMS) uma proposta que sugere a criação de normas internacionais para regulamentar a venda e a publicidade de alimentos ultraprocessados.
A iniciativa foi apresentada pelo Ministério da Saúde durante a Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra, e divulgada na terça-feira (19). O documento foi defendido pelo ministro Alexandre Padilha.
Entre os principais pontos da proposta estão restrições à publicidade voltada para crianças e adolescentes, além da criação de mecanismos para monitorar o consumo desses produtos em diferentes países.
O texto também chama atenção para estratégias utilizadas pela indústria de alimentos no ambiente digital, como campanhas com influenciadores, jogos publicitários, personalização de anúncios com base em dados e ações de marketing em plataformas online.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida busca responder ao avanço de doenças relacionadas à má alimentação, especialmente a obesidade, que tem crescido em diferentes faixas etárias.
De acordo com dados citados pela pasta, a projeção é de que até 2040 metade das crianças e adolescentes brasileiros possa estar com sobrepeso ou obesidade, caso não haja mudanças nas políticas de alimentação e consumo.
A proposta brasileira ainda será debatida entre os países-membros da OMS. Caso avance, poderá ser submetida à votação em uma futura assembleia, prevista para ocorrer em 2027.
A expectativa do governo brasileiro é estimular ações conjuntas internacionais para reduzir o impacto dos ultraprocessados na saúde pública, especialmente entre o público mais jovem, considerado mais vulnerável às estratégias de marketing.
*Da Agência Fonte Exclusiva








