Em dia de greve geral espantando a mídia golpista, a cultura de Campos-RJ em desuso e a campanha pela redução dos altos salários de cargos comissionados;
Hoje, 28 de abril de 2017, um dia quando os manifestantes da Movimentação Geral dos Trabalhadores bombou no Brasil todo, espantando a mídia golpista e até mesmo o governo federal ilegítimo, eu estou em Campos dos Goytacazes, a trabalho, relendo a Carta de Pero Vaz de Caminha, objeto de análise do 1º. Capítulo do meu próximo livro: A literatura telúrica pau brasil, a contracultura e a memória cultural: o Brasil e os Outros – Da Carta ao Golpe. (Curitiba:CRV, 2017, no prelo), ao mesmo tempo acompanhando os acontecimentos no continente Brasilis.
NA IMAGEM ACIMA – Ato de protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência Social promovido pelas centrais sindicais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Movimento chamado de GREVE GERAL mobilizou todas as categorias em todas as regiões do país. Chamei Michel Temer de Filho da Pré-venda no meu Facebook e gostei do resultado. Sem lirismo. Maleficamente, estava me referindo ao colonialismo estadunidense, desde sempre interessado, ELES, em nossas riquezas, e plantando maleficamente esse neoliberalismo de senzala/Casa Grande. A reforma trabalhista e outras vindouras trarão grandes males, sem dúvida. E como sou campista-goitacá, sinto-me bem à vontade para falar da terra onde nasci, onde estudei, onde fiz teatro, onde fiz carnaval, onde fiz cinema, onde fui premiado com o Prêmio Alberto Lamego, onde fui Gerente Administrativo de Cultura, onde fui coroinha de Padre Rosário.
Passei a ler alguns posts de gente da terra. Gustavo Soffiati, sempre muito original pela ironia fina, entre outros, atá que cheguei a um POST de Caio Vianna, Vice-presidente Regional do PDT, partido fundado por Brizola, inimigo mortal da Globosta e suas trairagens com o povo brasileiro. Caio Vianna pede no POST que o atual Prefeito de Campos, Sr. Rafael Diniz, reduza 30% do seu salário, da sua Vice e dos que possuem cargos comissionados. Achei muito interessante a proposta. Um canibalismo financeiro heroico para tentar colocar as finanças do município no lugar. Podia mesmo, aqui na terra Goitacá, todo dia ser dia de índio. Afinal, cadê os goitacases que aqui habitaram? Até a escultura de um pseudo-goitacá derrubaram, lembrei.
Bem. Parei. Pensei na situação de Campos dos Goytacazes, com Rafael Diniz no governo. Já passaram mais de cem dias – os tais! – e ainda não temos um Conselho Municipal de Cultura. Por quê? Relutei, mas achei que talvez fosse o dia certo para tocar na ferida: GREVE GERAL.
Neste governo atual há, sim, uma greve geral da Cultura. Desde o início, o que se fez? A reabertura do Teatro de Bolso, cuja obra de restauro já havia sido iniciada no governo anterior, depois de uma ocupação pacífica. Lembrei-me, então, da maravilhosa reflexão sobre autoconhecimento que nos propõem os chineses com a Pedra de Jade: Ponlo em tu muro. O poderoso elefante de Jade me respondeu o seguinte: “Riqueza”y “Suerte”; “Dicen que las vacas que lo compartimos llegara um golpe de suerte y tus sueños se cumpriram. Amen.”
Pensei, matutei, eu aqui, tratando de índio, escrevendo meu livro indializado, com previsão de vacas gordas?
Voltei ao facebook e me dei ao prazer de concordar com Caio Vianna: “Caio Vianna defende que prefeito de Campos reduza seu próprio salário em 30%”, no Monitornews.
Eu sou a favor. Seriam as vacas gordas do Elefante de Jade do I-Ching chinês. Aproveitando o dia de lutas de toda uma nação em decadência, seria uma ótima ideia essa. Termino então com uma pergunta: Cadê o Conselho Municipal de Cultura, Sr. Rafael Diniz, Prefeito desta terra goitacá? Quem lhe pergunta é um cidadão campista-goitacá, Arquiteto e Artista, com Licenciatura em Letras e Literaturas, Doutor em Letras, Pós-doutor em Letras, Artes e Culturas, Membro da Academia Campista de Letras, tendo como patrono Múcio da Paixão, Avaliador Institucional e de Cursos do MEC, e membro da sociedade cicil organizada, o elefante de jade lá do I-Ching chinês. Agente cultural e das letras, acho que a cultura em Campos anda em desuso!
TODO DIA JÁ FOI DIA DE ÍNDIO!








