A internet conectou o mundo e na sequência as redes sociais intensificaram uma aproximação entre as pessoas.
Em páginas do Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e Snapchat as mais diferentes tribos urbanas criaram os seus núcleos virtuais para compartilhar ideias, hábitos e costumes.
Aqui chegamos ao estágio visível do que o filósofo Herbert Marshall Macluhan (o profeta da Nova Era) definia como “aldeia global” em sua obra “A Galáxia de Gutemberg”.
EFEITOS NEFASTOS
Mas este mundo conectado trouxe alguns efeitos colaterais: violação de privacidade, espionagens desenfreadas e algo mais notório, que é o empoderamento da idiotice.
A rede social é o terreno fértil para idiotice indiscriminada e para uma categoria de “idiotas com autoestima”.
Constata-se que Nelson Rodrigues, o dramaturgo de direita que era um gênio, tinha razão, guardadas as devidas proporções: “Os idiotas vão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”.
Na rede social idiota pode não ser a maioria, mas é uma praga que contamina.
O mesmo Nelson Rodrigues também alertava para evitar o empoderamento dos idiotas com autoestima.
Obviamente, que ele falava em um contexto que pretendia alfinetar a esquerda brasileira, mas, ainda bem que ele não viveu para assistir a era pós eleição de 2018, a verdadeira revolução dos idiotas, respeitando as honrosas exceções.
Hoje, do jeito que as coisas estão, o autor de Vestido de Noiva, Beijo no Asfalto, Engraçadinha e tantas outros sucessos da dramaturgia brasileira, certamente, está se revirando no túmulo. Nunca antes, na história deste país, tantos idiotas saíram do armário.








