O governo da Venezuela classificou como “roubo descarado” a apreensão de um avião que passou meses em um hangar na República Dominicana e foi entregue na quinta-feira (6) aos Estados Unidos. A operação contou com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que estava em visita oficial ao país caribenho.
Em uma declaração publicada no Telegram, Caracas denunciou “perante o mundo” a ação, descrevendo-a como um “ataque” e alertando que tomará “todas as medidas necessárias” para exigir a devolução imediata da aeronave.
A nota oficial afirma que a apreensão do avião da Petróleos de Venezuela (PDVSA), que estava no Aeroporto Internacional La Isabela, foi realizada por ordem de Marco Rubio. “Seu ódio pela Venezuela agora o leva ao crime aberto”, diz o comunicado, que também classifica o governo dominicano, que facilitou a ação, como “sargento” dos EUA.
“Pirataria moderna”
“Esse ataque contra a Venezuela mostra que Rubio nada mais é do que um criminoso disfarçado de político, usando seu cargo para saquear e pilhar o patrimônio de nosso país. Seu ódio o torna um criminoso internacional, capaz de violar qualquer regra para prejudicar nossa pátria”, afirma o governo venezuelano.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também criticou a ação, acusando Rubio de agir como um “xerife” da América Latina e do Caribe.
Em publicação no X, ele classificou a apreensão como um ato “arbitrário e repreensível de pirataria moderna” que viola o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.
A aeronave em questão é um Dassault Falcon 200, pertencente à PDVSA. Desde setembro do ano passado, estava estacionada em um hangar fechado no Aeroporto Internacional Doutor Joaquín Balaguer, em Santo Domingo, sob vigilância militar permanente.
Essa não é a primeira apreensão de aeronaves venezuelanas pelos EUA. Em setembro de 2024, a administração do então presidente Joe Biden confiscou um avião presidencial venezuelano que também estava na República Dominicana. Na época, Washington justificou a ação alegando que a aquisição da aeronave violava sanções impostas a Caracas.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.








