O presidente da Rússia, Vladimir Putin, concluiu nesta quarta-feira (3) sua visita oficial de quatro dias à China, que incluiu encontros bilaterais, participação na cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e presença no desfile militar pelos 80 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial.
Putin elogiou o formato “informal e amistoso” das reuniões, que, segundo ele, permitiram debates mais profundos sobre temas de interesse comum. Ele também destacou a iniciativa chinesa de governança global, classificando-a como “oportuna e positiva”.
Entre os anúncios, ressaltou o avanço do gasoduto Força da Sibéria 2, que permitirá elevar o fornecimento de gás russo para a China a mais de 100 bilhões de metros cúbicos por ano.
Conflito na Ucrânia
Putin voltou a afirmar que a Ucrânia não deve aderir à OTAN, embora não se oponha a sua aproximação com a União Europeia. O presidente acusou Kiev de ignorar os Acordos de Minsk e declarou que as forças russas avançam em todas as frentes do conflito.
Ele também disse enxergar “uma luz no fim do túnel” para uma solução diplomática, mas avisou que, caso não seja possível, a Rússia está preparada para atingir seus objetivos militarmente.
Relação com Trump
Putin revelou ter conversado brevemente com o presidente americano Donald Trump em Anchorage, no Alasca. Chamou o encontro de cordial e elogiou o “bom senso de humor” do republicano. Também afirmou que todos os líderes com quem se encontrou apoiaram o diálogo russo-americano como caminho para encerrar a guerra.
Fim do “mundo unipolar”
Em coletiva, o presidente russo declarou que o “mundo unipolar deve deixar de existir”, defendendo igualdade entre todos os países no cenário internacional.
Durante a viagem, Putin reuniu-se ainda com Xi Jinping, Narendra Modi, Ukhnaagiin Khurelsukh, Aleksandar Vucic e Robert Fico, além de participar como convidado principal das cerimônias de 3 de setembro em Pequim.
Quanto a um possível encontro com Volodymyr Zelensky, disse não descartar a ideia, mas classificou a situação atual do líder ucraniano como um “caminho para lugar nenhum”, devido ao término de sua legitimidade.
Da Agência Fonte Exclusiva.








