Um policial morreu durante um confronto com manifestantes, e pelo menos outras 172 pessoas ficaram feridas em um sábado de violentos protestos em Beirute contra o governo e outras autoridades do Líbano, segundo matéria da Agência Efe
No Twitter, as forças de segurança libanesas informaram que o agente “morreu durante o processo de manter a segurança enquanto acompanhava pessoas detidas dentro do hotel Le Gray (no centro da cidade), depois de ter sido atacado por vários rebeldes assassinos, o que o levou a cair e morrer”.
Pobreza
Com uma economia já de joelhos antes desta última tragédia e os cofres públicos exauridos e sem divisas, o Líbano não tem como arcar sozinho com a reconstrução da zona devastada e com a emergência sanitária. Na quinta-feira (06), a Rússia inaugurou um hospital de campanha, ao qual se seguirão outros financiados por Qatar, Marrocos, Jordânia e Irã, segundo o Ministério da Saúde.
O Governo confirmou essa informação. O governador de Beirute, Maruan Abboud, estimou em 50 a 75 bilhões de reais o prejuízo causado pela explosão, que afetou metade da cidade e deixou um sexto de seus 2,2 milhões de habitantes temporariamente desalojados.
O Líbano acumula uma das maiores dívidas externas do mundo, equivalente a 479 bilhões de reais, ou 170% do PIB. A crise exacerbou a desigualdade social em um país (de seis milhões de habitantes, sendo 1,5 milhão de refugiados sírios) onde 5% detêm mais de 65% das riquezas, e cinco das seis fortunas libanesas na lista de 2019 da revista Forbes pertencem a políticos.








