Secretário interino da Defesa dos EUA está impedido de participar de discussões que envolvam companhia que tenta comprar a Embraer; Leia mais:
Imagem: AP Photo / Ted S. Warren
O secretário interino da Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, se deu por impedido de participar de qualquer discussão oficial em questões que envolvam a Boeing Campany no Departamento de Defesa. A informação é do site Defense News, mídia especializada em política, negócios e tecnologia de defesa.
Shanahan passou 31 anos de sua carreira na empresa com sede em Chicago, antes de ser nomeado vice-secretário de defesa em julho de 2017.
A nomeação exigiu uma audiência no Senado que finalmente o forçou a se afastar de assuntos envolvendo a Boeing.
O tenente-coronel Joe Buccino, porta-voz do vice-secretário da época, disse à Bloomberg em 21 de dezembro de 2018 que “os assessores jurídicos do Departamento têm um processo de seleção para garantir que as questões relacionadas à Boeing não sejam encaminhadas a Shanahan”.
Embora os detalhes da solicitação de orçamento do Departamento para o EF2020 permaneçam pré-decisórios, o processo de triagem foi implementado durante a revisão do orçamento para garantir que quaisquer decisões programáticas do Departamento de Defesa que afetassem a Boeing não fossem feitas nem influenciadas por Shanahan.
Shanahan tornou-se secretário interino de defesa na segunda-feira (31), quando o reformado general James Mattis concluiu seu último dia como secretário de Defesa.
As conquistas de Shanahan no setor privado incluem ajudar a colocar o 787 Dreamliner da Boeing em produção e liderar as divisões do Sistema de Defesa de Mísseis e do Sistema Rotocraft da empresa, de acordo com o Departamento de Defesa.
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No Brasil, a Boeing tenta obter o controle da Embraer por meio de uma operação que denomina de joint venture, mas que na verdade, é uma cisão da empresa brasileira visando uma posterior incorporação.
A negociação enfrenta uma batalha judicial por se tratar de um setor estratégico na área comercial e defesa aérea do país. Setores do mercado denunciam a operação como uma fraude no mercado financeiro, com potencial de causar prejuízos a soberania nacional e aos acionistas da Embraer. A União, detentora de ações golden share na companhia brasileira, tem poder de vetar o negócio.
*Spunik News








