O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (19) a ativação de um plano de defesa nacional com a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, em resposta ao que classificou como “ameaças” dos Estados Unidos.
A decisão ocorre após o governo norte-americano elevar para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do líder venezuelano. A administração Trump justificou a medida afirmando que Maduro representa risco à segurança nacional dos EUA e o acusou de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.
Durante pronunciamento transmitido pela TV estatal, Maduro declarou que as milícias, integradas por cerca de 5 milhões de reservistas, estarão “preparadas, ativadas e armadas” em todo o território nacional. Ele incentivou ainda a formação de milícias camponesas e operárias em fábricas, defendendo que “fuzis e mísseis” sejam destinados à classe trabalhadora para a defesa da pátria.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, reagiu ao aumento da recompensa classificando as acusações americanas como “tolas” e “ilegais”. Ele também foi alvo de oferta de recompensa pelos EUA, assim como o ministro do Interior, Diosdado Cabello Rondón. Para López, a ação de Washington é uma “interferência fantasiosa, desesperada e ao melhor estilo faroeste de Hollywood”.
Da Agência Fonte Exclusiva.








