O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, nesta quarta-feira (9), que os Estados Unidos declararam “guerra econômica” à Rússia. Ele classificou as sanções aplicadas pelo Ocidente como um ato hostil, que agitou os mercados globais.
Peskov ainda disse que Moscou está considerando como irá responder à medida anunciada por Biden na terça-feira (8). Os EUA proibiram importações de petróleo e gás natural russos. As informações são da CNN.
A expectativa é de que o presidente russo, Vladimir Putin, reúna os membros do seu governo nesta quinta para discutir como minimizar o impacto das sanções econômicas sobre a economia do país.
Também nesta quarta-feira (9), um novo cessar-fogo para a saída de civis da Ucrânia através de corredores humanitários foi informado pelos russos. A Rússia também disse que não têm como objetivo derrubar o governo de Kiev e que preferem alcançar a “meta de neutralidade da Ucrânia” através de negociações.
As declarações sobre alcançar o objetivo pelas negociações foram da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Apesar do anúncio da Rússia do novo cessar-fogo, com interrupção desde às 9 horas local (4 horas de Brasília) desta quarta, as Forças Armadas ucranianas divulgaram um comunicado afirmando ser “difícil confiar no ocupante”.
Além da capital, Kiev, os corredores humanitários para pessoas estarão em Chernihiv, Sumy, Kharkiv e Mariupol. Apenas em Sumy, 5 mil pessoas deixaram a cidade na terça-feira.
O prefeito de Sumy, Oleksandr Lysenko, confirmou que civis em carros particulares estavam deixando a cidade também nesta quarta-feira.
Destaques das últimas 24 horas
Porta-voz do Kremlin diz que EUA declararam “guerra econômica” contra a Rússia
Putin se reunirá nesta quinta (10) com membros do governo para discutir como minimizar impacto das sanções
Rússia diz que cessar-fogo segue nesta quarta-feira para a retirada de civis
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo negou que objetivo é derrubar governo ucraniano
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Enquanto a saída dos civis acontece, as tropas russas seguem próximas da capital, Kiev.
Também nesta quarta, o Ministério da Defesa do Reino Unido destacou que a defesa aérea ucraniana está conseguindo reduzir o número de ataques aéreos dos aviões russos. E o país está aumentando seu fornecimento de sistemas de armas para a Ucrânia em “resposta a novos atos de agressão da Rússia”, disse o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace.
O Reino Unido já forneceu 3.615 armas antitanque para a Ucrânia e em breve também fornecerá uma pequena remessa de mísseis antitanque Javelin, disse ele a parlamentares.
Guerra na Ucrânia acende alerta sobre preocupações e ameaças de risco nuclear
A disputa pelo controle de usinas nucleares na Ucrânia e o gesto do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de colocar em alerta as forças nucleares russas acenderam um sinal de preocupação na comunidade internacional.
O clima de tensão na região trouxe a lembrança do período da Guerra Fria, quando as duas maiores potências nucleares do planeta, Estados Unidos e Rússia, mantinham a paz equilibrada na crença de que o inimigo não seria o primeiro a apertar o botão. Agora, a preocupação, de um lado, recai sobre a segurança das usinas nucleares ucranianas e, de outro, no arsenal nuclear russo, que responde por mais da metade das ogivas existentes no planeta.
Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um panorama sobre as preocupações de que a guerra na Ucrânia atinja instalações nucleares na região. Para esclarecer as dúvidas sobre a segurança e os riscos do quadro nuclear do conflito, participam deste episódio o físico Edilson Crema, professor da USP, e a pesquisadora Nathana Garcez, especialista em relações internacionais.
Mais retaliações contra a Rússia
O cessar-fogo ocorre em meio a novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. O presidente norte-americano, Joe Biden, proibiu as importações de petróleo e gás natural da Rússia.
Biden afirmou que a mais nova medida a impor custos à Rússia pela guerra foi tomada após consultar aliados, como países da União Europeia. Entretanto, o presidente disse entender que este movimento pode aumentar o preço dos combustíveis no mundo, incluindo nos Estados Unidos.
Antes de o presidente norte-americano falar, o Reino Unido também anunciou novas medidas e decidiu encerrar até o final do ano a importação de petróleo russo. Os britânicos informaram que buscarão alternativas para o abastecimento e que as empresas devem se preparar para este período de transição para que os consumidores não sejam afetados.
Governo Putin contra-ataca
Em resposta às sanções anunciadas pelos Estados Unidos, o presidente Vladimir Putin emitiu ordem para restringir ou proibir importações e exportações de determinados produtos e matérias-primas da Rússia em 2022, segundo informou a mídia estatal RIA.
A lista desses produtos que serão restritos e/ou proibidos ainda não foi definida pelo governo russo. O decreto sobre medidas econômicas estrangeiras especiais é destinado a garantir a segurança da Rússia.
O governo terá que definir a lista de estados a serem abrangidos por essas decisões dentro de dois dias, diz a RIA, mas acrescenta que essas restrições não abrangerão produtos ou matérias-primas transportados pelos cidadãos para suas necessidades pessoais.








