A Dinamarca não permitirá que empresas com sede em paraísos fiscais tenham acesso ao programa de socorro financeiro para mitigar prejuízos decorrentes da crise do coronavírus, segundo informa o Independent.
Os paraísos fiscais são rotas utilizadas por grandes empresas para sonegar impostos.
O governo dinamarquês também pediu que o Reino Unido e outros países adotem mecanismos semelhantes em seus respectivos programas de ajuda financeira.
A medida já foi adotada na Polônia, quando o início deste mês, o governo anunciou que os seus fundos de resgate só estariam disponíveis para as empresas que pagam impostos no país.
Na Dinamarca, as autoridades também estão criando mecanismos para evitar que empresas que tenham acesso ao subsídios oficiais utilizem lucros para pagamentos de dividendos ou recompra de ações, como ocorreu nos EUA durante a crise de 2008.
As medidas reacenderam o debate sobre a evasão fiscal e ocorreram quando o empresário Richard Branson foi criticado depois de pedir empréstimo de R$ 500 milhões libras ao governo do Reino Unido para a empresa de aviação australiana Virgin Atlantic.
Por meio de uma postagem em seu blog, o empresário disse que ofereceria sua ilha particular do Caribe como garantia de pagamento ao dinheiro adiantado pelo governo. No mesmo post, ele enfatizou que sem o socorro financeiro Virgin Atlantic iria a falência.
A sétima pessoa mais rica da Grã-Bretanha, com uma riqueza estimada em 4,7 bilhões de libras, disse que injetou 250 milhões de libras na companhia aérea, tem participação de 51% da Virgin Group.








