Para tentar derrotar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na eleição da mesa diretora no início do próximo ano, o governo Bolsonaro abriu um balcão de negócios com parlamentares do centrão.
Em troca de votos, o governo vai distribuir cargos estratégicos para a bancada do Progressista, PL e Republicanos. Progressista e PL são legendas que tiveram parlamentares envolvidos no escândalo do Mensalão.
Mas o negócio também inclui a bancada do PTB, o que explica as recentes aparições do presidente do partido, ex-deputado Roberto Jefferson, defendendo Bolsonaro nas redes sociais e até prometendo pegar em armas.
De acordo reportagem no site da CNN Brasil, os parlamentares já começaram a mapear os cargos e a escolher nomes para indicações. Não dá para falar em retorno da velha política, porque Bolsonaro e seus notórios ministros e colaboradores sempre sobreviveram com esses modelos.
ELES VOLTARAM
No desenho da distribuição de cargos, o PL de Valdemar Costa Neto ficará com a presidência do Banco do Nordeste e a secretaria de vigilância em saúde no Ministério da Saúde.
Já o Progressistas, presidido pelo senador Ciro Nogueira, vai indicar a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e também do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).
O FNDE tem um orçamento estimado em R$ 50 bilhões, e controla a distribuição de recursos para Estados e municípios em diversos programas federais. Aliás, o orçamento é o que interessa.
Já o Republicanos, comandado pelo deputado Marcos Pereira e pela Igreja Universal do Reino de Deus, ganhará uma secretaria no Ministério de Desenvolvimento Regional, pasta chefiada atualmente por Rogério Marinho. Todos os caminhos, até aqui, levam Bolsonaro para um toma lá dá cá desenfreado.








