Os EUA já se preparam para uma possível segunda onda de infecções pelo novo coronavírus, informa reportagem do The York Times. O país é o recordista mundial em número de pessoas diagnosticadas com Covid-19.
A segunda onda é esperada para a temporada de outono, que começará em outubro.
“Estamos enchendo o estoque em antecipação a um possível problema no outono. Estamos fazendo tudo o que podemos”, disse o assessor da Casa Branca para Comércio e Manufatura, Peter Navarro, em entrevista à CNN neste domingo (21).
As declarações contrastam com as afirmações do presidente Donald Trump, que tem enfatizado que o “vírus irá embora”, quando instado a falar sobre a capacidade do país conte a pandemia durante o outono e o inverno.
Para Dr. Michael Osterholm, um proeminente epidemiologista de Minnesota, o futuro do país diante da pandemia é ainda mais sombrio: “Não acho que veremos uma, duas e três ondas – acho que apenas veremos um incêndio florestal muito, muito difícil”, disse na citação do The York Times.
CURVA CRESCENTE
Enquanto isso, o número de casos cresceu 15% nas duas últimas semanas. Principalmente em 18 estados do sul, Oeste e Meio-Oeste dos EUA. Em pelo menos sete estados foram contabilizados recordez diários de novas infecções no sábado (20), e cinco outros superaram suas marcas no início da semana.
Flórida e Carolina do Sul bateram pelo terceiro dia seguido o recorde de números de casos, e Missouri e Nevada superaram suas marca no sábado (20).
Somentente no sábado, a Flórida somou 4.049 novos casos, levando o total de infecções no estado a cerca de 94 mil e mais de 3.000 mortes; a Carolina do Sul teve 1.155 novos casos; o Missouri, 375; e Nevada, 452. Arizona, Utah e Montana também bateram seus recordes.
Ao mesmo tempo, o número total de mortes caiu muito. A média nos últimos 14 dias foi 42% menor do que a registrada no sábado anterior (13).
Surpreendentemente, as novas infecções atingiram os mais jovens, com mais pessoas na casa dos 20 e dos 30 anos recebendo diagnóstico de Covid-19, de acordo com o governador da Flórida, Ron DeSantis.
Esses grupos podem ser especialmente preocupantes para universidades que planejam receber os estudantes de volta ao campus no outono, quando os vírus da Covid-19 e da gripe devem circular simultaneamente.








