O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (21), a decisão de revisar os registros de todos os mais de 55 milhões de estrangeiros que possuem vistos válidos para entrar no país. A medida, coordenada pelo Departamento de Estado, tem como objetivo identificar violações que possam resultar na revogação imediata do visto ou até na deportação do titular.
De acordo com comunicado à Associated Press, todos os portadores de visto estão sujeitos a uma “verificação contínua”. Os critérios de análise incluem permanência irregular no país além do prazo autorizado, envolvimento em atividades criminosas, riscos à segurança pública e, de forma mais abrangente, qualquer participação ou apoio a organizações terroristas.
O termo “apoio”, no entanto, não foi detalhado pelas autoridades. A definição vaga ganha contornos práticos: ainda este ano, estudantes tiveram vistos revogados após participarem em protestos pró-Palestina, enquadrados na acusação de “comportamento antissemita”.
Além dos dados tradicionais fornecidos na solicitação do visto, o Departamento de Estado passará a cruzar informações com registros policiais, de imigração e, crucialmente, qualquer dado produzido após a emissão do documento – o que inclui o histórico de redes sociais.
A nova política se soma a uma série de endurecimentos na política migratória americana em 2024. Entre as medidas recentes, estão:
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A suspensão temporária de agendamentos para vistos de estudante.
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A obrigatoriedade de divulgar perfis de redes sociais durante a aplicação para o visto.
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A avaliação de solicitantes de visto de trabalho e residência em relação a possíveis posturas “antiamericanas” online.
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Um aumento significativo na taxa de emissão, que agora supera R$ 2,3 mil.
As autoridades admitem que o processo de revisão é extenso e complexo, mas sinalizam uma fiscalização mais rigorosa e abrangente sobre os estrangeiros no país.
Da Agência Fonte Exlusiva.








