A comunidade científica internacional acompanha com atenção o desenvolvimento de um possível novo episódio intenso do fenômeno El Niño, apelidado de “Super El Niño” ou “Superniño”, que pode atingir seu auge entre o fim de 2026 e o início de 2027.
A informação foi destacada pelo jornal Washington Post, com base em análises climáticas recentes.
O fenômeno é observado no oceano Pacífico equatorial, região onde variações anormais de temperatura da água podem influenciar o clima em escala global. Em projeções atuais, pesquisadores indicam que as águas dessa área podem ficar até 3°C acima da média, o que caracteriza um evento de forte intensidade.
O El Niño ocorre de forma natural, mas episódios mais intensos podem provocar impactos climáticos amplos, como alterações no regime de chuvas, ondas de calor, secas severas e enchentes em diferentes partes do mundo.
A preocupação dos especialistas aumenta devido à possibilidade de um evento extremo, semelhante aos registros históricos mais intensos já documentados. Há referências a um episódio ocorrido no século XIX, entre 1877 e 1878, associado a graves crises climáticas e impactos sociais em várias regiões do planeta.
Estudos históricos indicam que aquele período foi marcado por forte instabilidade climática global, com consequências severas na agricultura e na produção de alimentos, afetando países como Índia, China e Brasil.
Embora o cenário atual ainda seja de monitoramento e não de confirmação de um evento extremo, cientistas reforçam que a combinação de aquecimento global e variações naturais do Pacífico pode intensificar fenômenos climáticos nos próximos anos.
Organismos internacionais seguem acompanhando indicadores oceânicos e atmosféricos para prever a evolução do sistema climático e possíveis impactos regionais. A expectativa é de que novas atualizações sejam divulgadas conforme os padrões de temperatura do Pacífico evoluam ao longo de 2026.
Especialistas reforçam que eventos de El Niño mais fortes tendem a ter efeitos em cadeia, influenciando desde a produção agrícola até a ocorrência de eventos extremos em diferentes continentes, o que torna o monitoramento contínuo essencial.
*Da Agência Fonte Exclusiva








