A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12/5) a Operação Força Integrada II, uma grande ação coordenada que mobiliza forças de segurança em 16 estados brasileiros no combate ao crime organizado.
A operação envolve as chamadas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que atuam de forma conjunta no enfrentamento ao tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas associadas a facções criminosas.
Ao todo, estão sendo cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
As Ficcos foram criadas com base no conceito de força-tarefa e têm como objetivo fortalecer o combate às organizações criminosas por meio da integração entre diferentes instituições de segurança pública.
Participam das ações polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Senappen e secretarias estaduais de segurança, sob coordenação da Polícia Federal e sem hierarquia entre os órgãos.
Atualmente, o modelo está presente em todos os estados e no Distrito Federal, com 39 unidades em funcionamento em diferentes regiões do país.
Entre as operações realizadas dentro da Força Integrada II, há ações de grande impacto em diversos estados. No Maranhão, a Operação Descenso III mira uma organização criminosa em Chapadinha, com 17 mandados de busca e apreensão relacionados ao financiamento do grupo.
Em Alagoas, a Operação Assíncrono II investiga crimes como receptação de equipamentos da Caixa Econômica Federal, falsificação de documentos e notas fiscais, crimes ambientais e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.
No Rio Grande do Norte e Paraíba, a Operação Barba II busca desarticular uma organização interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com bloqueio de bens que podem chegar a R$ 13 milhões.
Já em Minas Gerais e outros estados, investigações como Paper Stone e Rota Andina apontam o uso de estruturas sofisticadas para movimentação de drogas e lavagem de dinheiro, com possível sequestro patrimonial de até R$ 98 milhões.
No Rio de Janeiro, a Operação Rota Final apura o roubo de carga dos Correios, enquanto no Espírito Santo a Operação Alçapão mira o armazenamento de armas e explosivos ligados a facções criminosas.
Em paralelo às ações policiais, o governo federal anunciou o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com foco em desarticular estruturas financeiras e operacionais das facções em todo o país.
A iniciativa foi construída com participação de estados e especialistas e será estruturada em quatro eixos: asfixia financeira do crime, fortalecimento do sistema prisional, qualificação de investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
As operações seguem em andamento ao longo do dia e devem cumprir medidas judiciais em diferentes regiões, reforçando a estratégia nacional de integração no enfrentamento ao crime organizado.
*Da Agência Fonte Exclusiva








