O governo federal deu início, nesta semana, à agenda de mobilizações que marcam o mês de março, período tradicionalmente dedicado à defesa dos direitos das mulheres. Em 2026, as ações têm como principal eixo o enfrentamento à violência de gênero, em meio ao aumento dos casos de feminicídio no país.
As atividades integram a programação do Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, e reúnem órgãos do Executivo, representantes do Judiciário e do Legislativo, além de entidades da sociedade civil.
O evento de abertura foi promovido pelo Ministério das Mulheres no último domingo (1º) e prestou homenagem à memória de Tainara Souza Santos, de 31 anos. A jovem morreu em dezembro do ano passado após ser atropelada pelo ex-companheiro, Douglas Alves da Silva, e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê, na zona norte da capital paulista, ao ficar presa ao veículo.
Durante o ato, autoridades reforçaram a necessidade de fortalecer políticas públicas e garantir a aplicação rigorosa da legislação de proteção às mulheres. A ministra Márcia Lopes afirmou que o país não pode retroceder nas conquistas alcançadas ao longo dos anos no enfrentamento à violência de gênero.
Dando continuidade à programação, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão, promoveu nesta quarta-feira (4) o seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres. O encontro integra o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O objetivo do pacto é ampliar a articulação institucional, fortalecer a rede de proteção e aprimorar mecanismos de prevenção e responsabilização. Representantes de diferentes áreas discutiram estratégias para reduzir os índices de violência letal e ampliar o acesso das vítimas a serviços de acolhimento, assistência jurídica e apoio psicossocial.
A mobilização ao longo de março inclui campanhas de conscientização, debates públicos, capacitações e ações voltadas ao fortalecimento da rede de atendimento. A proposta é envolver estados e municípios na ampliação de políticas integradas que atuem tanto na prevenção quanto na punição dos agressores.
O governo destaca que o enfrentamento ao feminicídio exige atuação coordenada entre os Poderes e participação ativa da sociedade. A agenda do mês reforça a necessidade de ampliar investimentos, consolidar programas existentes e garantir que as mulheres tenham acesso efetivo aos seus direitos.
*Da Agência Fonte Exclusiva








