Uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade Politécnica de Macau trouxe novos questionamentos sobre as atuais recomendações de atividade física voltadas à saúde cardiovascular.
O estudo, publicado recentemente na revista científica BJSM, acompanhou mais de 17 mil pessoas durante quase oito anos para avaliar os impactos da prática de exercícios na prevenção de doenças cardíacas.
Os resultados indicam que o tempo mínimo de atividade física atualmente recomendado por órgãos de saúde — cerca de 150 minutos semanais — pode gerar uma redução relativamente modesta no risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo os pesquisadores, esse volume mínimo estaria associado a uma diminuição de aproximadamente 8% a 9% nos riscos. Para alcançar uma redução superior a 30%, no entanto, seria necessário ampliar significativamente o tempo dedicado aos exercícios físicos, chegando a uma média entre 560 e 610 minutos semanais.
A pesquisa destaca que atividades de intensidade moderada ou elevada, como caminhada acelerada, corrida, ciclismo e exercícios aeróbicos, são as mais indicadas para alcançar melhores resultados na proteção do sistema cardiovascular.
Outro ponto ressaltado pelo estudo é a importância da aptidão cardiorrespiratória como um dos principais fatores ligados à prevenção de doenças do coração.
De acordo com os cientistas, pessoas com melhor condicionamento físico tendem a apresentar menor risco de desenvolver complicações cardiovasculares ao longo da vida.
Os dados reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre hábitos saudáveis e incentivar a prática regular de atividades físicas, especialmente diante do crescimento de doenças relacionadas ao sedentarismo em diferentes faixas etárias.
Especialistas também alertam que, além dos exercícios, fatores como alimentação equilibrada, controle do estresse, qualidade do sono e acompanhamento médico regular continuam sendo fundamentais para a manutenção da saúde cardiovascular.
*Da Agência Fonte Exclusiva








