Poucas bebidas fazem parte da rotina dos brasileiros de forma tão presente quanto o café. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, a bebida ganha destaque com a celebração do Dia Internacional do Café, data dedicada a uma cadeia que movimenta produtores, cooperativas, indústrias, exportadores e milhões de consumidores.
O Brasil ocupa posição central nesse mercado. Além de ser o maior produtor mundial, o país aparece entre os maiores consumidores de café do planeta.
No ano cafeeiro 2025/2026, o consumo brasileiro foi estimado em aproximadamente 23,5 milhões de sacas de 60 quilos, colocando o país na segunda posição mundial em volume absoluto.
Os Estados Unidos aparecem à frente, com cerca de 24,6 milhões de sacas consumidas no mesmo período.
Entre os maiores mercados também estão Alemanha, Japão, Indonésia, Itália, França, China, Vietnã e Rússia.
Produção brasileira deve alcançar 67,6 milhões de sacas
A força do Brasil também aparece nas lavouras.
A produção nacional de café em 2026 está estimada em 67,6 milhões de sacas beneficiadas, resultado favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva, pelo aumento da área produtiva e pela melhora da produtividade.
O volume representa crescimento de quase 20% em relação à safra anterior e coloca a produção deste ano entre os maiores resultados já registrados no país.
O café arábica responde pela maior parte da colheita nacional, enquanto o conilon mantém participação importante, especialmente em estados como Espírito Santo, Bahia e Rondônia.
Exportações seguem em ritmo elevado
O mercado externo continua sendo fundamental para a cafeicultura brasileira.
Somente em agosto, o Brasil exportou cerca de 3,8 milhões de sacas de 60 quilos, o maior volume registrado para o mês na série histórica considerada pelo governo.
Entre janeiro e agosto de 2026, os embarques chegaram a aproximadamente 24,6 milhões de sacas.
O desempenho reforça o peso do café na pauta de exportações brasileiras e a importância do país para o abastecimento internacional.
Café ajudou a transformar a economia brasileira
A história do café no Brasil começou ainda no período colonial, quando as primeiras mudas chegaram ao território nacional no século XVIII.
Ao longo do século XIX, a cultura avançou pelo Vale do Paraíba e pelo interior de São Paulo e se transformou em uma das principais atividades econômicas do país.
A riqueza gerada pelas lavouras ajudou a financiar ferrovias, impulsionou a expansão de cidades e teve participação importante no desenvolvimento econômico e urbano de diferentes regiões.
Com o passar do tempo, novas áreas produtoras ganharam espaço e a atividade se modernizou.
Hoje, Minas Gerais lidera a produção brasileira, enquanto Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rondônia também têm presença expressiva no setor.
Do campo à xícara
A cadeia do café vai muito além das plantações.
Depois da colheita, o grão passa por diferentes etapas de beneficiamento, classificação, torrefação e distribuição antes de chegar às cafeterias, supermercados e casas dos consumidores.
Nos últimos anos, também cresceu o interesse por cafés especiais, diferentes métodos de preparo e produtos com maior valor agregado.
Esse movimento abriu novas oportunidades para pequenos produtores, cooperativas e cafeterias especializadas.
Data também chama atenção para sustentabilidade
O Dia Internacional do Café foi criado para valorizar toda a cadeia produtiva e ampliar discussões sobre os desafios enfrentados pelo setor.
Entre os temas que ganham espaço estão sustentabilidade, mudanças climáticas, remuneração dos produtores, qualidade dos grãos e desenvolvimento das regiões cafeeiras.
Para o Brasil, a data também reforça uma relação que atravessa séculos. Do peso histórico na economia ao cafezinho presente diariamente nas casas e locais de trabalho, o grão continua ocupando espaço importante na cultura e na atividade econômica do país.
*Da Agência Fonte Exclusiva








