A cineasta brasileira Barbara Marques, de 38 anos, foi presa pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no último dia 16 de setembro, durante a entrevista para o pedido de residência permanente (green card), em Los Angeles. O caso ocorreu após o casamento dela com o americano Tucker May, em abril deste ano.
Segundo relato do marido, a entrevista transcorreu normalmente até que um funcionário informou que seria necessário levar Barbara para outra sala a fim de copiar o passaporte. Nesse momento, ela foi detida por agentes do ICE.
De acordo com os agentes, a prisão foi motivada por uma ordem de deportação emitida em 2019, quando Barbara não compareceu a uma audiência de regularização de visto. O advogado do caso, Marcelo Gondim, afirma que ela não foi notificada da decisão, possivelmente por ter mudado de endereço, e defende que o procedimento correto seria suspender o processo do green card e conceder prazo para regularização.
Barbara, natural de Vitória (ES), formou-se em cinema pela Universidade Estácio de Sá e dirigiu produções como Dias de Cosme e Damião (2016), Cartaxo (2020) e PRETAS (2021). Atualmente, ela está detida em uma unidade na Louisiana, após transferências entre diferentes centros de imigração.
Tucker May relatou à imprensa que a esposa tem sido submetida a condições precárias e tratamento desumano, incluindo falta de alimentação adequada e humilhações por parte de agentes. A comunidade brasileira na Califórnia manifestou indignação e solidariedade.
O Itamaraty confirmou que acompanha o caso e presta assistência consular. Já a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) ingressou com uma ação judicial coletiva contra o governo dos EUA, alegando que imigrantes vêm sendo presos arbitrariamente sem o devido processo legal.
Da Agência Fonte Exclusiva.








