O ex-presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele de risco intermediário. O resultado foi confirmado nesta quarta-feira (17) pelo médico Cláudio Birolini, que acompanha o político. Das sete lesões analisadas, duas tiveram resultado positivo para o tumor.
Segundo Birolini, o problema não tem relação com a facada sofrida por Bolsonaro em 2018, mas está associado ao seu perfil de pele clara, mais suscetível ao desenvolvimento desse tipo de câncer. O carcinoma de células escamosas surge na camada mais superficial da epiderme e, segundo o Hospital Sírio-Libanês, pode se desenvolver em cicatrizes antigas ou feridas crônicas em qualquer parte do corpo. Em Bolsonaro, as lesões foram identificadas no tórax e no braço.
Esse tipo de tumor é o segundo câncer de pele mais comum, com cerca de 450 mil novos casos por ano, de acordo com a Skin Cancer Foundation. Embora não seja o mais agressivo, pode gerar complicações se não for tratado corretamente. Quando detectado precocemente e removido, costuma ser curável, mas, em casos negligenciados, pode invadir tecidos mais profundos ou, em raras situações, provocar metástases.
Bolsonaro recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira após ter sido internado na véspera no hospital DF Star, em Brasília, com falta de ar, vômitos e um quadro de pré-síncope, acompanhado de queda de pressão arterial. Durante a internação, os médicos constataram ainda desidratação, anemia e alterações na função renal.
O médico informou que o ex-presidente segue apresentando episódios de soluço, por vezes intensos, que causam engasgos e vômitos reflexos, embora tenha apresentado melhora parcial após a hidratação hospitalar. Bolsonaro foi levado ao hospital por volta das 16h de terça-feira (16), acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e ficou sob observação médica.
O senador Flávio Bolsonaro visitou o pai durante a internação e relacionou o mal-estar à recente condenação do ex-presidente pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs pena de 27 anos de prisão no caso da chamada “trama golpista”. Ele também pediu “trégua” ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Da Agência Fonte Exclusiva.








