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De nove setores da iniciativa privada analisados em pesquisa realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), cinco tiveram quedas na renda mensal. Em cinco anos, a renda do trabalhador brasileiro chegou a cair 16%.
Os profissionais do ramo de alojamento e alimentação, da construção e do transporte foram os que tiveram as maiores perdas: de 7,2% a 16,3%.
Apenas os trabalhadores da agricultura (agronegócio) tiveram aumento expressivo: 5,2% durante esse mesmo período. No setor público, no entanto, houve aumento ainda maior: de 7,5%.
O desemprego atingiu em cheio os profissionais com diploma de curso superior. Para esses trabalhadores, a rota de fuga é o serviço como autônomos. A pesquisa mostra de cinco em cada 10 autônomos têm nível superior ou médio.
O PLANO B DOS DIPLOMADOS
Um estudo feito pelo Insper a pedido do jornal “Folha de S. Paulo” revelou que a fatia de profissionais com diploma universitário ou médio que trabalham por conta própria aumentou de 35,9% para 53,3% nos últimos sete anos.
Uma das razões é a crise no mercado de trabalho, que levou muitos profissionais qualificados demitidos de seus empregos formais a buscar um “plano B” na prestação de serviços.
A proporção de autônomos com nível fundamental, por sua vez, caiu de 64,1% para 46,8%. Muitos foram deslocados para o desemprego: a taxa de desocupação nesse grupo subiu de 3,8% para 5,8% entre 2012 e 2019.
No primeiro trimestre deste ano, contratações superaram demissões em apenas 3 profissões, duas delas na área de tecnologia de informação.
Segundo a consultoria Robert Half, somente programadores, inspetores de qualidade e administradores de banco de dados tiveram crescimento de seus “quadros” no Brasil de janeiro a março.
Engenheiros tiveram o saldo mais negativo, com o fechamento de 1.003 vagas. Na sequência aparecem gerente de vendas (567 vagas fechadas), advogado (486 vagas fechadas) e gerente financeiro (484 vagas fechadas).








