O volume de chuvas bem distribuído na temporada de verão, associado ao sol que surgiu ainda na primeira quinzena de março, gerou entusiasmos no setor sucroalcooleiro de Campos (RJ), no Norte Fluminense. O clima favoreceu o cultivo da cana e a safra deste ano deve ser farta.
Para a safra de 2020 que deverá se iniciar no mês de junho, a estimativa do setor é produzir de 1.400 a 1.500 toneladas de cana, o que deverá prolongar o período produtivo, segundo avalia o presidente da Associação Norte Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa.
“As perspectivas são boas, ainda que haja uma preocupação do setor produtivo com o coronavírus, mas até junho, no início de safra, acreditamos que a situação esteja normalizada e que a moagem seja prolongada, proporcionando mais oferta de empregos no setor”, destaca Inojosa.
O aumento na oferta de matéria prima em 2020 terá um efeito de compensação para o setor que conseguiu produzir apenas 1.100 toneladas em 2019, porque o clima não ajudou.
“No ano passado a safra foi mais curta, as usinas foram obrigadas a demitir mais cedo. Já este ano, é a primeira vez nas última décadas que vejo um volume de chuva tão bem distribuído e equilibrado com dias de sol”, destaca Inojosa.
A queda no faturamento do setor no ano passado refletiu na economia local, que já enfrenta uma crise em função da queda na arrecadação de royalties do petróleo.
Já uma safra prolongada é sinal de oportunidade de trabalho para mais de oito mil trabalhadores que sobrevivem direta e indiretamente das atividades neste setor.
A cotação do petróleo no mercado internacional é outro fator que impacta no faturamento das usinas, porque petróleo valorizado também reflete positivamente no preço do álcool que é adicionado à gasolina.
A cotação do açúcar também é um ingrediente importante no portfólio de negócios, mas os preços da saca enfrenta retração em função da conjuntura internacional.








