Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) demonstram que o SuperBom, maior rede de supermercados de Campos (RJ), no Norte Fluminense, contabilizou um crescimento abaixo da evolução registrada no setor.
Apesar do faturamento ter evoluído de R$ 674 milhões, em 2019, para R$ 733 milhões em 2020, o crescimento da rede que pertence ao grupo Barcelos & Companhia foi de apenas 8,7%, quando o setor em todo o Brasil registrou um crescimento de 46% em 2020, segundo informa o blog do pesquisador Roberto Moraes.
Com este desempenho, a rede de supermercados de Campos caiu no ranking da Abras, da 57ª maior rede de supermercados do país para a 66ª posição.
“Esse resultado não reflete a expansão de 13 para 15 lojas, check-outs de 206 para 253 e de área de vendas de 19,7 mil para 25,3 mil metros quadrados do ano de 2019 para 2020. No que diz respeito ao número de funcionários, ele permaneceu em 2.100 funcionários”, destaca Moraes.
A retração no faturamento, apesar do investimento em expansão de lojas, ampliação de área de venda e check-outs em relação ao que foi empreendido pelo setor no país, no ano passado, pode estar associada a dois fatores, segundo o pesquisador: empobrecimento da região e perda de espaço para os concorrentes.
“Neste caso, em especial, há que se observar o esquema de maior sucesso comercial conhecido como atacarejo, onde há outros fortes concorrentes no município, apesar do grupo Barcelos (dono do SuperBom) ter implantado uma loja neste segmento, instalado entre os bairros Imperial e Goytacazes, no rodovia que liga a Baixada Campista”, observa Moraes.
O setor de varejo de alimentação registrou um forte crescimento, apesar da pandemia do novo coronavírus e da recessão econômica que atinge o país.
Além disso, fomenta o mercado publicitário, porque é um dos setores que mais investem em propaganda em rádio e TVs nas diversas regiões do país.
Em todo o país, em 2020, o segmento movimentou R$ 554 bilhões, em 91.351 lojas, 47%, acima de 2019, algo próximo de 15% do PIB.
Ainda no ano passado, o setor de supermercados anunciou que teve o maior lucro líquido da história no país. Apesar da enorme quantidade de grupos e empresas que atuam no segmento, a concentração vem crescendo, em especial no topo da lista dos maiores grupos.
“As cinco maiores corporações do setor já conseguem 31% de todo o faturamento nacional (R$ 554 bilhões). Quando passa para as 50 maiores isso equivale a 52%. Em 2018 era de 46,5%. Ou seja, a concentração está se ampliando”, destaca.
Três conclusões sobre o SuperBom
1 – O número de funcionários, 2.100 empregados, é expressivo. Talvez, seja o maior empregador privado do município, só atrás do setor público.
2 – Em que pese a rede ter se expandido e informar a manutenção de empregos durante a pandemia, os dados mostram que o discurso é diferente da realidade.
3 – Outra questão é a localização das lojas e sua expansão, certamente, muito vinculada ao adensamento urbano nas vários direções da cidade, em especial nas vias de circulação em direção aos municípios vizinhos para os quais a cidade de Campos dos Goytacazes, exerce uma centralidade e polaridade.








