Diante da instabilidade da economia dos EUA, executivo acredita que o ouro digital poderá revolucionar mercado de metais preciosos;
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As novas tecnologias ancoradas nas criptomoedas colocam o mercado de ouro global à beira de uma nova revolução digital. A avaliação é do executivo Peter Grosskopf, CEO da empresa gestora Sprott.
O ouro digital seria mais uma bombardeada sobre a hegemonia do dólar norte-americano
Em entrevista ao portal Kitco News, Grosskopf explicou que a chave dessa revolução é a tecnologia blockchain (cadeia de blocos), na qual se baseia o bitcoin e outras criptomoedas. De acordo com o analista, o ouro está reconquistando sua relevância para os investidores modernos, interessados em operar em um mercado digital: todas as transações com ouro são registradas neste modelo de transação através da tecnologia blockchain.
“Ir a um banco ou a um corretor comprar ouro não é uma boa opção. Devido às taxas, é uma transação perdida”, revelou Grosskopf, insistindo que o mercado digital é o seguinte passo lógico na evolução comercial do metal precioso, que não sofreu nenhuma mudança significativa desde que os primeiros ativos foram lançados em bolsa de valores respaldados por ouro metálico.
A Sprott assumiu uma participação no Vaultchain Gold, um mercado digital apoiado fisicamente e desenvolvido pela Tradewind Markets.
Através da Vaultchain, lançada em março, os investidores podem comprar quantidades fracionárias de ouro ou prata em transação digital, ancorada com o ouro físico armazenado em um cofre no Royal Canadian Mint. As transações e a posse do ouro são registradas através da tecnologia blockchain.
REMÉDIO CONTRA INSTABILIDADE
“O mercado do ouro está pronto para um investidor completamente novo: temos apenas de levar o mercado físico a um mundo digital”, afirmou Grosskopt.
O executivo acredita que o metal precioso poderá ganhar popularidade até o fim de 2018, à medida que os investidores compreendam a crescente instabilidade da economia dos EUA. Em geral, uma maior sensação de risco financeiro e a percepção de certa volatilidade nos títulos listados levam os investidores a buscarem ativos mais sólidos ou “defensivos”.
“É preciso apenas que uma pequena percentagem dos investidores coloque seu dinheiro sobre a mesa e os invista em ouro para desencadear um grande movimento”, declarou Grosskopt, expressando sua confiança de que “as pessoas começam a entender que o ouro é um ativo resiliente”, disse.
*Sputnik Brasil








