Milhões de brasileiros endividados passarão a contar com um novo canal presencial para renegociar pendências financeiras. A Serasa e os Correios anunciaram uma parceria que permitirá o atendimento do programa Novo Desenrola Brasil em mais de 10 mil agências espalhadas pelo país.
A iniciativa busca facilitar o acesso às negociações para pessoas que enfrentam dificuldades com internet, aplicativos ou plataformas digitais. Com a medida, consumidores poderão consultar débitos, analisar propostas e fechar acordos diretamente nas unidades dos Correios.
Segundo a Serasa, mais de 7,7 milhões de dívidas elegíveis ao programa já estão disponíveis para negociação com descontos que podem alcançar até 90% do valor original. A expectativa é ampliar o alcance do programa e estimular a regularização financeira da população.
De acordo com Aline Maciel, diretora da Serasa, a proposta é aproximar os serviços de quem ainda encontra barreiras para resolver pendências financeiras online.
“Muitas pessoas ainda preferem o atendimento presencial ou não conseguem acessar os canais digitais com facilidade. A parceria amplia esse acesso e fortalece a inclusão financeira”, destacou.
Os Correios também afirmaram que a estrutura da estatal será utilizada para apoiar a população em um momento de aumento da inadimplência no país. A rede possui atendimento em praticamente todos os municípios brasileiros, o que deve facilitar o acesso aos serviços.
Dados recentes da Serasa mostram que o Brasil ultrapassou a marca de 83 milhões de pessoas negativadas. O volume de dívidas acumuladas chega a centenas de milhões de registros, principalmente ligados a bancos, cartões de crédito e contas básicas.
Além do atendimento presencial, as negociações continuam disponíveis pelos canais digitais da Serasa, incluindo aplicativo, site oficial e WhatsApp. Para ser atendido nas agências, o consumidor precisa apresentar documento oficial com foto.
A parceria também busca estimular a retomada do crédito e ajudar consumidores a reorganizarem o orçamento em meio ao cenário econômico de pressão sobre as famílias brasileiras.
*Da Agência Fonte Exclusiva








