Já na cidade de Campos-RJ, o fim da safra sucroalcooleira prenuncia final de ano amargo; os dados são o Caged;
Da redação
Agosto representa uma inversão de tendência no mercado de trabalho na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Esgotado o ciclo de contratações no agronegócio, a geração líquida de novas vagas foi negativa no mês de agosto. Foram menos 587 vagas, mas em função da safra nas usinas que está em andamento, o saldo ainda é positivo, com 1.176 vagas.
Esse resultado tende a se enfraquecer, porque a safra é ciclo sazonal de seis meses. Vai no máximo até o início de novembro, quando o setor sucroalcooleiro começará a demitir, e outros segmentos, como construção civil e comércio, continuam dispensando mão de obra.
Por outro lado, a cidade de Macaé consumou o primeiro sinal positivo, com mais 691 vagas. O mercado de trabalho local é mais consistente e deverá ganhar mais musculatura com a retomada de produção de petróleo nos campos maduros. Macaé é base operacional das empresas petrolíferas que operam na Bacia de Campos.
Mas a situação ainda é delicada nas principais cidades do Estado do Rio, segundo aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Confira:
EMPREGOS NO MÊS DE AGOSTO
Campos – Saldo positivo com 1.176 vagas
Macaé – Mais 691 vagas
Resende – Mais 1.096 vagas em função da retomada da indústria automobilística
São João da Barra – Mais 164 vagas fomentada pelo Porto do Açu
Rio de Janeiro – Menos 48.121;
Niterói – Menos 4.18;
Caxias – Menos 7.648
Ao todo, o Estado do Rio de Janeiro até agosto queimou 78 mil vagas formais de emprego.
FALÊNCIA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Principal cidade do Norte Fluminense, a cidade de Campos dos Goytacazes terá dificuldades de atrair investimentos devido a desorganização dos serviços públicos municipais. A cidade está perdendo competitividade, devendo manter inanição econômica mesmo na retomada cíclica que se inicia na economia brasileira.
Um dos principais sintomas é o encarecimento abrupto do custo de vida das famílias mais pobres, hoje obrigadas a pagar mais caro pelo transporte público. A passagem que até o início deste ano custava R$ 1 foi reajustada para R$ 2,75, um aumento superior a 175%.
O sistema de saúde pública também está em colapso, o que obriga os pacientes do SUS a saúde privada. A cidade enfrenta uma expressiva redução de serviços de saúde na esfera pública municipal, que agora ameaça diante da ameaça de fechamento de postos médicos, demissão de profissionais, carência de medicamentos e precariedade no atendimento nos hospitais públicos de emergência. Outro problema é a redução na qualidade dos serviços de coleta de lixo domiciliar e hospitalar.








