*Da Agência VIU!
O secretário de Fazenda do Estado do Rio, Júlio Bueno, anunciou que o governo começou a quitar débitos com fornecedores na última segunda-feira (20/4). Ele destacou que o calendário de pagamentos vai priorizar as áreas da saúde, educação e segurança.
A medida tornou-se possível mediante a liberação de R$ 2,4 bilhões, referentes à primeira parcela do saque feito ao fundo judiciário, que foi disponibilizado pelo Tribunal de Justiça à título de empréstimo para o governo estadual.
O montante a ser sacado totaliza R$ 6,2 bilhões e será usado para recompor as finanças do RioPrevidência. Com o déficit, o Estado vinha aportando recursos do Tesouro no RioPrevidência para arcar com o pagamento de aposentados e pensionistas.
– Evidentemente, todas as secretarias serão contempladas. O governo é como o corpo humano: todos os órgãos são importantes. Tem o coração, o cérebro, mas a unha encravada mata e incomoda muito. Todos os setores do governo são importantes e serão contemplados, mas as prioridades, neste primeiro momento, são saúde, segurança e educação. Aliás, segurança é a grande prioridade do governo Pezão –, afirmou Júlio Bueno.
Novas fontes de receita
Além da utilização dos depósitos judiciários não tributados, que significa uma redução imediata do déficit à metade do inicialmente previsto, o Governo do Rio vem buscando novas receitas para aliviar o caixa do Tesouro, drasticamente prejudicado pela queda no preço do barril do petróleo e crise na economia brasileira. O esforço coletivo para se reduzir despesas já totaliza R$ 1 bilhão. O aumento de receita, via arrecadação, outros R$ 3,5 bilhões. Vale citar a revisão da Lei Cabral, que vai gerar um aumento de arrecadação anual de cerca de R$ 200 milhões.
– O Rio não é uma ilha. O Brasil andando de lado influencia diretamente no pouco crescimento do Estado. A nossa receita de ICMS cresceu de R$15,4 bilhões em 2007 para R$ 31 bilhões em 2014. Esse ritmo de crescimento caiu fortemente no segundo semestre do ano passado por conta dos problemas da economia brasileira. O barril do petróleo estava cotado em US$ 120 e caiu para US$ 40. Isso teve um impacto enorme nas finanças públicas dos estados e municípios do Rio. A terceira questão, absolutamente fundamental, é a Petrobras. O cenário de operações da Petrobras é no Rio de Janeiro. A Petrobras não andou de lado, a Petrobras parou. Isso implicou na parada da economia do Rio de Janeiro – explicou o secretário.








