Empresas brasileiras impactadas pelas tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos ou pelos efeitos econômicos dos conflitos no Oriente Médio terão condições mais acessíveis para obter financiamento por meio do Plano Brasil Soberano a partir desta segunda-feira (8).
A mudança foi anunciada pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e reduz o percentual mínimo de perda de faturamento necessário para solicitar o crédito.
Com a nova regra, empresas que comprovarem impacto de pelo menos 1% na receita bruta já poderão buscar financiamento, substituindo a exigência anterior de 5%.
De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a medida tem como objetivo fortalecer o setor produtivo brasileiro diante de fatores externos que afetam a competitividade das empresas e colocam em risco empregos e investimentos.
Números divulgados pelo governo mostram que o programa já registra forte procura.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu pedidos de financiamento que somam R$ 6,7 bilhões, dos quais R$ 1,6 bilhão já teve aprovação confirmada.
O Plano Brasil Soberano contempla empresas exportadoras e também negócios que integram cadeias produtivas estratégicas, incluindo os setores de aço, cobre, alumínio, indústria automotiva e moveleira.
Os pedidos de financiamento devem ser realizados diretamente pelo portal do BNDES.
A expectativa do governo é que a flexibilização dos critérios permita que um número maior de empresas tenha acesso aos recursos, contribuindo para a manutenção das atividades econômicas e para a continuidade dos investimentos em um cenário global marcado por instabilidades comerciais e geopolíticas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








