Uma vulnerabilidade identificada nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social resultou na exposição de dados ligados a 2,8 milhões de CPFs, segundo informações apresentadas pela Dataprev nesta terça-feira (26).
O caso foi discutido durante reunião do Conselho Nacional da Previdência Social e revelou números superiores aos inicialmente previstos pelos órgãos responsáveis.
De acordo com a estatal, a maior parte dos registros acessados pertence a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil beneficiários vivos tiveram informações visualizadas de maneira indevida durante o incidente.
Entre os dados acessados estavam números de CPF e datas de nascimento dos segurados. A Dataprev explicou que vários acessos repetidos ao mesmo documento contribuíram para o volume total registrado.
A investigação preliminar aponta que a origem do problema estava em uma área do aplicativo Meu INSS que deveria funcionar apenas mediante autenticação do usuário, mas acabou respondendo consultas mesmo sem login ativo.
O representante da Dataprev no conselho, Edmar dos Santos Ferreira Junior, afirmou que o erro foi identificado rapidamente e permaneceu disponível por um curto período.
Após detectar a falha, a empresa informou que aplicou correções imediatas e iniciou a implementação de novas barreiras de segurança para impedir consultas automatizadas e acessos em larga escala.
Apesar da exposição das informações cadastrais, a Dataprev e o INSS afirmaram que não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de crédito consignado.
O episódio acendeu alerta entre especialistas em proteção digital, principalmente pelo risco de utilização das informações em tentativas de golpes financeiros e fraudes eletrônicas contra aposentados e pensionistas.
Em comunicado, o INSS declarou que os processos de concessão de benefícios possuem etapas adicionais de validação e garantiu que os mecanismos internos de segurança vêm sendo fortalecidos.
O incidente também reacendeu discussões sobre a proteção de dados públicos no país. Em 2024, outro episódio semelhante já havia atingido sistemas ligados à Previdência Social.
Segundo os órgãos envolvidos, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados foi informada logo após a identificação do problema.
*Da Agência Fonte Exclusiva








