A atividade econômica brasileira voltou a crescer em agosto, com alta de 0,3% em relação a julho. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho da indústria, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador utilizado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O avanço ocorreu após duas quedas consecutivas, registradas em junho e julho. Na comparação com agosto de 2025, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,2%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão chegou a 1,6%.
Indústria e serviços impulsionam resultado
Os dados do Banco Central mostram que a indústria registrou crescimento de 0,9% em agosto, enquanto o setor de serviços avançou 0,2%. O desempenho positivo dos dois segmentos contribuiu para o resultado geral, apesar da retração de 1,8% observada na agropecuária.
A arrecadação de impostos também apresentou variação positiva no período, com alta de 0,1%.
Os números indicam que o avanço da atividade econômica foi sustentado principalmente pelos setores industrial e de serviços, enquanto o desempenho negativo da agropecuária limitou o resultado mensal.
IBC-Br funciona como prévia do PIB
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central acompanha mensalmente diferentes aspectos da economia brasileira e serve como referência para avaliar o ritmo da atividade antes da divulgação dos dados oficiais do PIB.
O Produto Interno Bruto é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga os resultados trimestralmente. Já o IBC-Br permite acompanhar com maior frequência as oscilações da economia e observar tendências de crescimento ou desaceleração.
Apesar de ser utilizado como uma prévia do PIB, o indicador do Banco Central possui metodologia própria e não substitui o cálculo oficial realizado pelo IBGE.
*Da Agência Fonte Exclusiva








