O controle das contas públicas precisa ocupar um espaço central na política econômica brasileira, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em evento promovido pelo Banco Santander nesta segunda-feira (17), ele afirmou que o país deve tratar a responsabilidade fiscal com o mesmo rigor aplicado ao combate à inflação.
Na avaliação do ministro, a redução dos desequilíbrios nas contas do governo pode contribuir para melhorar as condições econômicas e criar um ambiente mais favorável para uma trajetória de juros menores.
Durigan destacou especialmente a necessidade de conter o crescimento das despesas obrigatórias, que representam uma parcela significativa dos gastos públicos.
Governo busca conter despesas obrigatórias
Durante o evento, o ministro citou iniciativas relacionadas ao fortalecimento do arcabouço fiscal, conjunto de regras criado para estabelecer parâmetros para a evolução das despesas públicas em relação às receitas.
Entre os pontos considerados prioritários está o avanço dos gastos obrigatórios. Durigan mencionou uma mudança na legislação que estabelece duas travas para despesas vinculadas.
Segundo o ministro, os mecanismos podem gerar uma economia estimada em aproximadamente R$ 10 bilhões em 2027.
A preocupação com o equilíbrio das contas ocorre em um cenário de elevado endividamento em diferentes segmentos da economia. Além do setor público, empresas e famílias também enfrentam níveis importantes de comprometimento financeiro.
Equilíbrio fiscal pode contribuir para juros menores
Para Durigan, as condições fiscais estão entre os fatores que influenciam o nível dos juros no país. Por isso, o governo precisa contribuir para reduzir os desequilíbrios existentes nas contas públicas.
O ministro avaliou que parte das dificuldades relacionadas aos juros elevados está associada à situação fiscal e à participação do Estado na economia.
Nesse contexto, o ajuste das contas públicas seria uma das medidas que estão sob responsabilidade do governo para ajudar a melhorar o ambiente econômico. A definição dos juros, porém, não depende exclusivamente das decisões do Executivo.
Durigan também destacou que o custo financeiro provocado pelos juros afeta diferentes setores. A elevação do endividamento e das despesas financeiras pode atingir simultaneamente o governo, empresas e famílias.
Ministro defende expansão das relações comerciais
Durante a participação no encontro, o ministro também falou sobre a inserção do Brasil na economia internacional.
Durigan defendeu que o país mantenha uma postura independente nas relações com outras nações e aproveite seu potencial para ampliar a participação no comércio internacional.
Segundo ele, o Brasil possui condições para exercer maior protagonismo no cenário global e deve continuar diversificando e ampliando suas relações comerciais.
A maior integração econômica com outros países, na avaliação apresentada pelo ministro, faz parte de uma estratégia para fortalecer a posição brasileira no ambiente internacional.
Debate reúne desafios da economia brasileira
As declarações de Durigan ocorrem em meio às discussões sobre o equilíbrio das contas públicas, o nível de endividamento e os juros praticados no país.
O desafio colocado pelo governo envolve conciliar o controle das despesas com a necessidade de manter o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, ampliar a participação do Brasil no comércio internacional.
Para o ministro, o fortalecimento da responsabilidade fiscal é um dos instrumentos disponíveis para melhorar as condições econômicas e contribuir para uma eventual redução dos juros.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








