Famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil poderão financiar, a partir de 2026, imóveis avaliados em até R$ 275 mil pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A atualização foi aprovada nesta terça-feira (12) pelo Conselho Curador do FGTS, que autorizou o aumento do valor máximo das unidades habitacionais destinadas ao público de baixa renda.
Na mesma reunião, o colegiado também aprovou o orçamento financeiro, operacional e econômico do FGTS para 2026, estimado em R$ 160,2 bilhões — um crescimento de 5,4% em relação ao previsto para 2025.
Do total, R$ 144,5 bilhões serão destinados à habitação, sendo R$ 125 bilhões direcionados às moradias populares, foco principal do programa. Os setores de saneamento básico e infraestrutura urbana receberão R$ 8 bilhões cada, enquanto os subsídios para famílias de baixa renda somarão R$ 12,5 bilhões, cifra superior aos R$ 12 bilhões deste ano.
A atualização dos valores beneficiará 263 municípios, permitindo ampliar o alcance do programa e facilitar o acesso à casa própria. Segundo o Conselho Curador, a medida terá impacto especial na Região Norte, onde as famílias poderão receber subsídios de até R$ 65 mil a partir de 2026, utilizando recursos do FGTS.
Presidida pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a reunião também aprovou os orçamentos plurianuais do Fundo para 2027 a 2029. A previsão é de R$ 144,5 bilhões para 2027 e R$ 139,5 bilhões para os anos de 2028 e 2029.
*Da Agência Fonte Exclusiva.







