As investigações sobre a colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, concentram-se agora em descobrir o que levou as aeronaves a se chocarem em pleno voo antes da queda no estacionamento de uma concessionária de veículos elétricos da BYD.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) atuam em frentes diferentes para esclarecer o caso. A ANAC apura a situação dos pilotos e a regularidade das aeronaves. Já a Polícia Civil investiga possíveis responsabilidades criminais. O CENIPA conduz a análise técnica do acidente, com foco na prevenção de novas ocorrências.
Entre os pontos investigados estão as condições mecânicas dos helicópteros, a documentação das aeronaves, a habilitação dos pilotos, a rota seguida após a decolagem, a comunicação entre as aeronaves e a possibilidade de invasão de corredor aéreo.
Os investigadores também devem analisar se os helicópteros estavam seguindo as regras de voo visual, modalidade em que o piloto depende da visibilidade e do cumprimento dos procedimentos de separação e tráfego. Nesse tipo de operação, fatores como clima, altitude, rota, comunicação e atenção ao espaço aéreo são considerados fundamentais para a segurança.
As duas aeronaves haviam decolado da região de Jacarepaguá. Uma seguia para Angra dos Reis, com piloto e passageiros. A outra estava apenas com o piloto e teria como destino a Região Serrana do Rio. A principal questão agora é entender como dois helicópteros que partiram de uma mesma área acabaram em rota de colisão pouco depois da decolagem.
A Polícia Civil também deve ouvir testemunhas, responsáveis pelas aeronaves, operadores do aeródromo e pessoas ligadas aos voos. Imagens de câmeras de segurança, registros de comunicação, planos de voo, dados meteorológicos e documentos técnicos devem ser analisados.
Ainda não há conclusão oficial sobre a causa do acidente. As autoridades trabalham com diferentes hipóteses, incluindo falha mecânica, falha humana, problema de comunicação, desvio de rota ou descumprimento de regras de tráfego aéreo.
O acidente deixou seis mortos e provocou um incêndio de grandes proporções após a queda das aeronaves no pátio da concessionária. Cerca de 20 veículos foram destruídos pelas chamas.
A área foi isolada para o trabalho da perícia, e os destroços recolhidos devem passar por análise técnica. A expectativa é que os laudos ajudem a reconstruir os últimos momentos do voo e apontem se houve negligência, irregularidade operacional ou falha técnica.
*Da Agência Fonte Exclusiva







