Segundo os dados da Fiocruz, o avanço das doenças respiratórias já atinge diferentes regiões do país e preocupa autoridades de saúde devido à aproximação do inverno, período tradicional de maior circulação viral. Especialistas alertam que a alta nas hospitalizações pode provocar pressão sobre hospitais públicos e privados nas próximas semanas.
O levantamento mostra que vários estados brasileiros já apresentam tendência de crescimento nos casos de SRAG, com níveis considerados de alerta, risco ou alto risco. A Influenza A aparece como principal agente associado ao aumento das internações, especialmente entre idosos, crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade.
De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, a circulação do vírus começou mais cedo em 2026, antecipando o comportamento observado nos últimos anos. O cenário chama atenção porque muitas pessoas ainda não procuraram a vacinação contra a gripe, considerada a principal forma de prevenção contra complicações graves.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, destacou que a vacinação é essencial para reduzir hospitalizações e mortes. Ela também reforçou a importância de medidas preventivas simples, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em ambientes fechados e evitar contato próximo quando houver sintomas gripais.
Além da Influenza A, o boletim também identificou circulação relevante do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por muitos casos em crianças, além do rinovírus, associado a infecções respiratórias em diferentes faixas etárias.
Em algumas capitais brasileiras, unidades de saúde já registram aumento na procura por atendimento devido a sintomas como febre alta, tosse persistente, dor no corpo, dificuldade respiratória e cansaço intenso. Médicos recomendam atenção especial aos sinais de agravamento, principalmente em pacientes idosos ou com doenças crônicas.
O Ministério da Saúde mantém ativa a campanha nacional de vacinação contra a gripe em todo o território nacional. A imunização está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com prioridade para idosos, crianças, gestantes, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades.
Especialistas também alertam que, mesmo após a pandemia de Covid-19, os vírus respiratórios continuam circulando de forma intensa, exigindo vigilância constante da população e dos sistemas de saúde.
A Fiocruz reforça que a população deve procurar atendimento médico ao apresentar sintomas persistentes ou sinais de agravamento respiratório, principalmente em grupos considerados de maior risco.
*Da Agência Fonte Exclusiva







